Ciência e Tecnologia

Samanta CristoforettiNa conferência de imprensa de hoje, Samantha Cristoforetti, o Diretor-Geral da ESA, Josef Aschbacher, o Diretor de Exploração Humana e Robótica da ESA, David Parker, e o Presidente da agência espacial italiana ASI, Giorgio Saccoccia, foi anunciado que Samantha viajará para a Estação na primavera de 2022, seguindo o astronauta da ESA Matthias Maurer. “É para mim um grande prazer anunciar, hoje, a segunda missão espacial de Samantha,” disse o Diretor-Geral da ESA, Josef Aschbacher. “Samantha é um excelente modelo para qualquer pessoa que se inscreva na seleção de astronautas de 2021/22, recentemente anunciada pela ESA. Espero que continue o trabalho essencial dos cientistas europeus em órbita enquanto inspira todos os europeus a explorar mais longe e a chegar mais alto para o benefício da Terra.” 

Os dez instrumentos científicos da Solar Orbiter estão divididos em dois grupos. Existem seis telescópios de sensoriamento remoto e quatro instrumentos in situ. Os instrumentos de sensoriamento remoto olham para o Sol e para a sua extensa atmosfera, a coroa. Os instrumentos in situ medem as partículas ao redor da aeronave que foram libertadas pelo Sol e são conhecidas como vento solar, juntamente com os seus campos magnéticos e elétricos. Rastrear a origem dessas partículas e campos de volta à superfície solar é um dos objetivos principais da Solar Orbiter. 

Pesquisas têm mostrado que além da alta taxa de letalidade, o novo coronavírus pode causar infecções e danos não apenas nos pulmões e no coração, mas também em outros órgãos e sistemas como rins, fígado, pele, vasos sanguíneos, sistema gastrointestinal e cérebro. Pesquisa desenvolvida na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Instituto D’Or (Idor), o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IEC) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que o Sars-CoV-2, vírus causador da pandemia de Covid-19, pode infectar células neurais e causar danos cerebrais.  

Estimativa realizada por pesquisadores brasileiros e publicada no site COVID-19 Brasil aponta mais de 1,6 milhão de casos da doença causada pelo novo coronavírus no país, sendo 526 mil só no Estado de São Paulo. O número, referente ao dia 4 de maio, é 14 vezes maior que o registro oficial. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o país registrava 108 mil casos confirmados da doença, sendo 32 mil só no estado paulista. A contabilização desses casos ocultados das estatísticas pela subnotificação colocaria o Brasil como o novo epicentro da doença, ultrapassando os 1,2 milhão de casos registrados nos Estados Unidos, país com população maior que a brasileira.

Um projeto que visa determinar o porcentual da população paulistana que já foi infectada e desenvolveu anticorpos contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) começou na quinta-feira (30/04) em seis bairros da capital. Essa informação é considerada crucial para a elaboração do plano de flexibilização da quarentena na cidade, onde se concentra a maioria dos casos de COVID-19 do país. A iniciativa envolve pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade de São Paulo (USP), além de colaboradores do Grupo Fleury, da consultoria Ibope Inteligência e da ONG Instituto Semeia. Conta ainda com apoio da Secretaria Municipal de Saúde e do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, criado pelo governo estadual. 

O segundo relatório do projeto EPICOVID19 aponta que para cada pessoa contaminada por Covid-19 no Rio Grande do Sul, existam 12 casos não notificados. Os resultados da segunda fase do estudo coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com a participação de outras universidades do estado, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e com financiamento do Instituto Serrapilheira, Unimed Porto Alegre e Instituto Cultural Floresta, foram divulgados na manhã desta quarta-feira, 29 de abril, em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais do governo do Estado. 

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) desenvolveu uma plataforma interativa que reúne dados epidemiológicos sobre a COVID-19 de todos os estados brasileiros. A iniciativa é liderada pela pós-doutoranda Pilar Veras, bolsista da FAPESP que atua no laboratório do professor Carlos Menck, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP. Com dados obtidos no site do Ministério da Saúde, os cientistas montaram gráficos interativos que são atualizados diariamente. 

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabam de confirmar, por meio de experimentos feitos com cultura de células, que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) é capaz de infectar neurônios humanos. A infecção e o aumento da carga viral nas células nervosas foram confirmados pela técnica de PCR em tempo real, a mesma usada no diagnóstico da COVID-19 em laboratórios de referência. O grupo coordenado pelo professor do Instituto de Biologia Daniel Martins-de-Souza também confirmou que os neurônios expressam a proteína ACE-2 (enzima conversora de angiotensina 2, na sigla em inglês), molécula à qual o vírus se conecta para invadir as células humanas.

A hipótese de que o Sistema Solar se originou a partir de uma gigantesca nuvem de gás e poeira remonta à segunda metade do século 18 e hoje é consensual entre os astrônomos. Foi proposta pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) e desenvolvida pelo matemático francês Pierre-Simon de Laplace (1749-1827). Graças à formidável massa de dados observacionais, aportes teóricos e recursos computacionais disponíveis atualmente, tem recebido sucessivos desenvolvimentos. 

Pesquisadores no Estado de São Paulo estão desenvolvendo testes rápidos e baratos para ampliar a capacidade de diagnosticar a COVID-19. As iniciativas utilizam diferentes estratégias para detectar o vírus ou os anticorpos gerados pelo organismo para combatê-lo. O objetivo é identificar com precisão quem está infectado e também aqueles que já tiveram a doença, mesmo que de forma assintomática, e que, em teoria, estariam imunizados. 

A equipe do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) da Universidade de São Paulo (USP) divulgou um comunicado com o objetivo de esclarecer eventuais dúvidas da população sobre o papel dos alimentos na transmissão do novo coronavírus (SARS-CoV-2). O texto é assinado pelos professores Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Pinto, todos especialistas em microbiologia de alimentos. O FoRC é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.