Ciência e Tecnologia

Imagine a possibilidade de reconstruir estruturas complexas do corpo humano e de criar próteses ósseas e implantes dentários customizados, moldados a partir das particularidades físicas de cada paciente, e com a vantagem de serem absorvidos naturalmente pelo organismo após a cirurgia. Ou usar implantes dentários de titânio capazes de “osseointegrarem” em quatro semanas. Longe da ficção científica, essa já é a realidade de diversas pesquisas em andamento no Laboratório de Biomateriais do Instituto Militar de Engenharia (IME).

Depois da epidemia de Zika, iniciada em 2015, e do surto de febre amarela, no começo deste ano, o Brasil corre o sério risco de ser afligido por outro vírus de ampla distribuição nas Américas do Sul e Central e no Caribe, que se adaptou ao meio urbano e tem chegado cada vez mais próximo das grandes cidades brasileiras. É o oropouche – um arbovírus (vírus transmitido por um mosquito, como o Zika e o da febre amarela), que causa febre aguda e, eventualmente, meningite e inflamação do encéfalo e das meninges (meningocefalite).

yogaA prática regular de atividade física tem se firmado como uma importante forma de tratamento para a insuficiência cardíaca – doença caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue adequadamente. Os benefícios vão desde prevenir a caquexia – perda severa de peso e massa muscular – até o controle da pressão arterial, a melhora da função cardíaca e o retardo do processo degenerativo que causa a morte progressiva das células do coração e leva à morte 70% dos afetados pela doença nos primeiros cinco anos.

A inalação de um óleo essencial é altamente eficiente para reduzir dores crônicas e neuropáticas. Essa foi a conclusão que a naturóloga graduada na Unisul, Nathalia Nahas Donatello, chegou em sua pesquisa de Mestrado apresentada na última sexta-feira, 14, na Unisul Campus Grande Florianópolis – Pedra Branca. A utilização da via inalatória para a administração de medicamentos é muito inovadora na avaliação do professor convidado para a banca, Allisson Bento, doutor em Farmacologia.

Transformar resíduos em recursos, substituir matérias-primas tóxicas por insumos saudáveis, migrar de processos impactantes para produção sustentável: estas são algumas das metas que norteiam as reflexões mais avançadas no campo da atividade agroindustrial. São também diretrizes do Projeto Temático “Agroindustrial wastes and their potential use as appropriate materials for housing and infraestructure (Agrowaste)”, coordenado pelo engenheiro Holmer Savastano Junior, professor titular da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA-USP), em Pirassununga, SP.

Os quatro novos elementos da tabela periódica, nomeados no ano passado, foram ratificados no dia 13 de julho, durante o 46º Congresso Mundial de Química da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), que está sendo realizado na cidade de São Paulo desde o dia 9 de julho. Os elementos 113, 115, 117 e 118 receberam os nomes de Nihonium (Nh), Moscovium (Mc), Tennessine (Ts) e Oganesson (Og), respectivamente, e estão alocados na sétima fila da tabela periódica desde janeiro de 2016.

O químico holandês Pieter Dorrestein, professor da University of California em San Diego (UCSD), nos Estados Unidos, tem se dedicado a analisar colônias microbianas de plantas, da água do mar, de tribos remotas, de pulmões e de outros órgãos humanos. O objetivo do pesquisador é “ouvir” como as colônias de bactérias “conversam quimicamente” para indicar umas para outras os melhores e os piores lugares para colonizar um determinado ambiente, por exemplo.

As supernovas – estrelas que explodem ejetando no meio interestelar enormes quantidades de matéria e energia – foram as principais geradoras do enriquecimento químico do Universo, acrescentando aos elementos primordiais (hidrogênio, hélio, lítio e berílio) todos os demais elementos naturais que constituem a tabela periódica. Esses elementos mais pesados, que hoje participam da composição da Terra e do próprio corpo humano, foram produzidos por fusão nuclear nos núcleos dessas estrelas massivas e lançados para fora durante a explosão ou gerados durante a própria explosão pelo choque das diferentes camadas ejetadas.

Brasilichnium é o nome dado pelos cientistas às pegadas fossilizadas do mamífero mais antigo de que se tem conhecimento que tenha vivido no Brasil. O nome é dado às marcas, uma vez que sobre os pequenos quadrúpedes autores não se sabe quase nada, a não ser que habitavam o paleodeserto Botucatu, imensa área coberta por dunas de mais de 1 milhão de quilômetros quadrados que cobria o centro-sul do Brasil entre 150 e 140 milhões de anos atrás, na transição dos períodos Jurássico ao Cretáceo.

Com nome difícil de pronunciar e praticamente ausente do noticiário, a paracoccidioidomicose é uma doença endêmica grave que afeta um a três de cada 100 mil habitantes do Brasil – em especial trabalhadores rurais. O contágio ocorre quando, ao revolverem a terra na lida do campo, as pessoas inalam o aerossol formado pela poeira e outros componentes do solo, entre eles, os fungos do gênero Paracoccidioides.

A catapora é uma doença típica da infância que, na maioria dos casos, evolui de forma benigna e os sintomas desaparecem em até 10 dias. Seu agente causador, contudo, o vírus Varicella zoster, permanece para sempre no organismo. Em alguns casos, pode voltar a incomodar depois de anos, provocando uma nova doença conhecida como herpes-zóster.