Ciência e Tecnologia

Além de se programar para tomar corretamente os medicamentos anti-hipertensivos prescritos pelos cardiologistas nos horários indicados e adotar hábitos e estilos de vida saudáveis, os pacientes com hipertensão arterial podem incluir uma atividade prazerosa – e benéfica – na rotina do tratamento da doença: ouvir música logo após a medicação. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Marília, em colaboração com colegas da Faculdade de Juazeiro do Norte, da Faculdade de Medicina do ABC e da Oxford Brookes University, da Inglaterra, constatou que a música intensifica os efeitos benéficos de anti-hipertensivos em um curto prazo de tempo após a medicação. 

Ao combinar diferentes linhagens de células tumorais geneticamente modificadas, cientistas de Campinas (SP) conseguiram resultados promissores no tratamento de tumores em camundongos. O objetivo da pesquisa, apoiada pela FAPESP, é desenvolver uma vacina capaz de estimular o sistema imune a combater o câncer. O trabalho vem sendo conduzido no Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), durante o doutorado de Andrea Johanna Manrique Rincón, sob a coordenação de Marcio Chaim Bajgelman. 

Apenas 25% da superfície terrestre permanece livre de impactos substanciais causados por atividades humanas. E o índice deve cair para meros 10% até 2050, segundo projeções da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES). “Apenas algumas regiões nos polos, desertos e as partes mais inacessíveis das florestas tropicais permanecem intactas”, afirmou o sul-africano Robert Scholes, um dos coordenadores do relatório temático sobre Degradação e Restauração de Terras Degradadas divulgado pela IPBES nesta segunda-feira (26/3), em Medellín, na Colômbia.

Muito se fala das consequências da exposição ao sol e dos riscos de câncer de pele. A recomendação dos dermatologistas é para o uso diário de protetor solar, sobretudo para os que têm pele muito clara. Em alguns países da Europa, no entanto, muitos fabricantes estão mudando a formulação de seus produtos e deles excluindo os parabenos, usados como conservantes.

Entre 2010 e 2017, as solicitações de refúgio no Brasil passaram de 966 para 33 mil ao ano. Se no início desta década os haitianos eram os responsáveis pela maior parte das solicitações (442, ou 46%), atualmente o fluxo dos venezuelanos representa a maior demanda, somando 17 mil pedidos encaminhados ao governo brasileiro apenas no ano passado. 

Pessoas com a imunidade comprometida, como é o caso de pacientes com Aids ou em tratamento quimioterápico, correm um risco que vem do ar: a criptococose. A infecção fúngica, transmitida a partir das fezes de aves (principalmente pombos) contaminadas com a levedura Cryptococcus neoformans, pode resultar em pneumonia e meningoencefalite (inflamação do sistema nervoso central). 

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) estão investigando como o desflorestamento pode afetar a ação de patógenos que causam doenças como a quitridiomicose, que tem devastado populações de sapos e rãs no mundo nas últimas décadas. Em artigo publicado na revista Proceedings of the Royal Society of London B – Biological Sciences os pesquisadores analisaram como a interação entre o desmatamento e o microbioma da pele pode afetar os anfíbios atingidos por fungos como o Batrachochytrium dendrobatidis, causador da quitridiomicose. 

Para produzir o etanol de segunda geração (2G) é preciso realizar a hidrólise enzimática, processo no qual enzimas produzidas por microrganismos atuam em conjunto para degradar e converter carboidratos da palha e do bagaço da cana-de-açúcar em açúcares capazes de sofrer fermentação. O entendimento dos mecanismos genéticos que regulam o controle e a produção dessas enzimas hidrolíticas por esses microrganismos é considerado fundamental para melhorar as tecnologias voltadas para essa finalidade. 

acquaEm tempos de eventos extremos e de aumento da demanda por água, a escassez hídrica se tornou um tema essencial para qualquer cidade. Nesse cenário, ampliar a diversificação de fontes de água e incentivar o uso de novas tecnologias para melhorar o sistema e reduzir perdas fazem parte da agenda para a segurança hídrica. Essa foi a opinião levantada por pesquisadores participantes do evento “O Futuro da Água”, realizado em 12 de março pela FAPESP com o Instituto do Legislativo Paulista (ILP), o quarto do Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação. 

Operárias em fila carregando para o ninho pedaços de planta com peso até cem vezes maior que o do próprio corpo. A cena – que à primeira vista pode ser surpreendente – é corriqueira nas colônias de formigas cortadeiras. O caminho até o formigueiro, sem qualquer desvio, é guiado por compostos químicos aromáticos conhecidos como feromônios de trilha. No caso da Atta sexdens rubropilosa, uma das várias espécies conhecidas popularmente como saúva, as principais substâncias usadas nesse processo de geolocalização pertencem à classe das pirazinas. 

Bilhões de toneladas de metais pesados são emitidos anualmente por chaminés e esgotos das indústrias. Tais elementos são nocivos aos seres vivos e atingem a hidrosfera, poluindo rios, lagos e mares. É difícil encontrar nos oceanos um lugar livre dessa poluição, não importa o quão remoto ele esteja. Um estudo feito por Caio Vinícius Cipro, pós-doutorando no Instituto Oceanográfico da USP com Bolsa da FAPESP, identificou traços de metais pesados em diversos tipos de invertebrados, peixes e aves habitantes das ilhas Kerguelen, pertencentes às Terras Austrais e Antárticas Francesas.