Ciência e Tecnologia

Sempre que o organismo sofre uma agressão – seja um simples corte no dedo ou uma cirurgia – as células no entorno da lesão recebem sinais para se proliferarem mais intensamente, de modo a regenerar o tecido danificado. No caso do câncer não é diferente. Muitas vezes, as células tumorais são praticamente eliminadas pelo tratamento com radio ou quimioterapia e, depois de algum tempo, retornam ainda mais agressivas.

Um antigo entrave no mercado de embriões bovinos está mais próximo de ter um fim. Pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA-USP) descreveram um até então desconhecido mecanismo de acúmulo lipídico em oócitos que diminui o sucesso da produção in vitro de embriões. Isso porque o acúmulo lipídico é consequência recorrente quando o gameta feminino que ainda não atingiu a maturidade (oócito) é levado para a produção de embriões em um ambiente in vitro.

Quais são os fósseis mais antigos da América do Sul? Depende. No caso do domínio dos procariontes, que reúne os reinos das bactérias e das arqueobactérias, a resposta correta seriam os estromatólitos, que são estruturas rochosas muito antigas formadas por microrganismos aquáticos reunidos em “tapetes” microbianos. Os estromatólitos sul-americanos mais antigos datam de mais de 2 bilhões de anos, como os que afloram na Formação Fecho do Funil, no Quadrilátero Ferrífero, no Centro-Sul de Minas Gerias.

Em um prédio histórico do Instituto Butantan, localizado entre o Museu de Microbiologia e a Biblioteca Central, foi inaugurada nesta sexta-feira (21/07) a sede do Centro de Excelência para Descoberta de Alvos Moleculares (Centre of Excellence in New Target Discovery – CENTD). Apoiado pela FAPESP e pela farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), o CENTD tem como objetivo identificar novos alvos terapêuticos para doenças de base inflamatória, como osteoartrite, artrite reumatoide, câncer e doenças neurodegenerativas.

Pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), em colaboração com colegas das universidades Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro, da Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), de Brasília (UnB), do Observatório Nacional e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, estão elaborando um novo mapa de ameaça sísmica do Brasil.

Imagine a possibilidade de reconstruir estruturas complexas do corpo humano e de criar próteses ósseas e implantes dentários customizados, moldados a partir das particularidades físicas de cada paciente, e com a vantagem de serem absorvidos naturalmente pelo organismo após a cirurgia. Ou usar implantes dentários de titânio capazes de “osseointegrarem” em quatro semanas. Longe da ficção científica, essa já é a realidade de diversas pesquisas em andamento no Laboratório de Biomateriais do Instituto Militar de Engenharia (IME).

Depois da epidemia de Zika, iniciada em 2015, e do surto de febre amarela, no começo deste ano, o Brasil corre o sério risco de ser afligido por outro vírus de ampla distribuição nas Américas do Sul e Central e no Caribe, que se adaptou ao meio urbano e tem chegado cada vez mais próximo das grandes cidades brasileiras. É o oropouche – um arbovírus (vírus transmitido por um mosquito, como o Zika e o da febre amarela), que causa febre aguda e, eventualmente, meningite e inflamação do encéfalo e das meninges (meningocefalite).

yogaA prática regular de atividade física tem se firmado como uma importante forma de tratamento para a insuficiência cardíaca – doença caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue adequadamente. Os benefícios vão desde prevenir a caquexia – perda severa de peso e massa muscular – até o controle da pressão arterial, a melhora da função cardíaca e o retardo do processo degenerativo que causa a morte progressiva das células do coração e leva à morte 70% dos afetados pela doença nos primeiros cinco anos.

A inalação de um óleo essencial é altamente eficiente para reduzir dores crônicas e neuropáticas. Essa foi a conclusão que a naturóloga graduada na Unisul, Nathalia Nahas Donatello, chegou em sua pesquisa de Mestrado apresentada na última sexta-feira, 14, na Unisul Campus Grande Florianópolis – Pedra Branca. A utilização da via inalatória para a administração de medicamentos é muito inovadora na avaliação do professor convidado para a banca, Allisson Bento, doutor em Farmacologia.

Transformar resíduos em recursos, substituir matérias-primas tóxicas por insumos saudáveis, migrar de processos impactantes para produção sustentável: estas são algumas das metas que norteiam as reflexões mais avançadas no campo da atividade agroindustrial. São também diretrizes do Projeto Temático “Agroindustrial wastes and their potential use as appropriate materials for housing and infraestructure (Agrowaste)”, coordenado pelo engenheiro Holmer Savastano Junior, professor titular da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA-USP), em Pirassununga, SP.

Os quatro novos elementos da tabela periódica, nomeados no ano passado, foram ratificados no dia 13 de julho, durante o 46º Congresso Mundial de Química da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), que está sendo realizado na cidade de São Paulo desde o dia 9 de julho. Os elementos 113, 115, 117 e 118 receberam os nomes de Nihonium (Nh), Moscovium (Mc), Tennessine (Ts) e Oganesson (Og), respectivamente, e estão alocados na sétima fila da tabela periódica desde janeiro de 2016.