Ciência e Tecnologia

O aquecimento global e as mudanças no clima podem afetar a ocorrência de polinizadores naturais. Em artigo publicado na revista PLOS One, pesquisadores avaliaram 95 polinizadores de 13 culturas agrícolas dependentes de polinização. Concluíram que quase 90% dos 4.975 municípios analisados enfrentarão perda de espécies polinizadoras nos próximos 30 anos, de acordo com informações da Assessoria de Comunicação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Pol-USP)i. Em todo o país, a probabilidade de ocorrência de polinizadores poderá ter uma queda de 13% até 2050, segundo o estudo.

Dois sistemas de visão artificial, que usam imagens para identificar e classificar madeiras, foram desenvolvidos recentemente em São Paulo. Um deles, chamado NeuroWood, contou com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Itapeva, e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos.

Apis melliferaAs razões da organização e do funcionamento das colônias de insetos sociais são tema de estudo e de encantamento de cientistas desde os tempos de Charles Darwin (1809 –1882), que investigou com a ajuda de seus cinco filhos as colmeias de abelhas próximas a sua casa, em Kent, na Inglaterra.

Uma pesquisa de doutorado desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pretende checar se as diferentes manipulações do treinamento de força (musculação) são de fato necessárias para maximizar o aumento de massa muscular ou se os ganhos podem ser explicados apenas por fatores genéticos dos praticantes.

Entre os diversos tipos de tumores cerebrais cancerígenos, 70% são astrocitomas, cuja fatalidade pode chegar a 90% dos casos. O astrocitoma se desenvolve a partir das maiores e mais numerosas células do sistema nervoso central, os astrócitos, assim chamados por ter a forma de estrelas.

No organismo humano, um único gene pode dar origem a diferentes proteínas de acordo com a necessidade do momento e os estímulos ambientais. Para isso, o RNA mensageiro – molécula que é expressa pelo gene e depois é transcrita como uma proteína – passa por um processo de “edição” (splicing) dentro no núcleo celular. Esse processamento é feito por um complexo proteico conhecido como spliceossoma.

É como a engrenagem de uma máquina, em que todas as peças estão conectadas. Só que, nesse caso, podemos imaginar que a máquina são os recifes de coral e todo o ecossistema em torno deles. É fácil entender como tudo acontece. Estima-se que até 70% de todo o carbono orgânico produzido em recifes de coral seja metabolizado por micro-organismos. Durante a fotossíntese, algas e corais liberam carbono na água, que é consumido por bactérias que o usam para seu próprio crescimento.

Estudos recentes sugerem que o desequilíbrio entre as bactérias benéficas e as patogênicas que compõem a flora intestinal – condição conhecida como disbiose – pode ter relação com o surgimento de tumores no trato digestivo. Ainda não está claro, porém, se o câncer é causa ou consequência dessa alteração no microbioma.

depressãoUm estudo recém-publicado no New England Journal of Medicine põe em dúvida a eficácia do tratamento contra a depressão que tem como pressuposto estimular áreas do cérebro com correntes elétricas de baixa intensidade. A técnica, conhecida como estimulação cerebral de corrente contínua (tDCS, da sigla em inglês), era considerada alternativa promissora para casos de depressão.

Quando, por algum motivo, o preço do etanol sobe nas bombas de combustível, torna-se economicamente mais vantajoso para o motorista abastecer um carro flex com gasolina. Porém, a saúde de toda a população paga o preço: a substituição do combustível implica uma elevação de 30% na concentração atmosférica de material particulado ultrafino – aquele com diâmetro menor do que 50 nanômetros. O fenômeno foi constatado na cidade de São Paulo em um estudo apoiado pela FAPESP e publicado este mês na revista Nature Communications.

Além de dar nome a uma cidade no interior do Estado de São Paulo, Araraquara, que em tupi significa “toca das araras”, também é a denominação de uma espécie brasileira de vírus transmitido pela urina e fezes de roedores silvestres (hantavírus) que pode ser a mais virulenta desse gênero no mundo. Um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) identificou que, além de roedores silvestres, que são reservatórios naturais do vírus, o hantavírus Araraquara também é capaz de infectar morcegos.