Ciência e Tecnologia

virus zikaQuem é infectado pelo vírus Zika depois de já ter tido dengue aparentemente não apresenta uma enfermidade mais severa do que pessoas sem contato prévio com o vírus da dengue. Essa conclusão decorre de um estudo publicado no dia 20 de junho na revista Clinical Infectious Diseases, realizado com 65 pessoas que moravam em São José do Rio Preto, no norte do Estado de São Paulo, região em que a dengue é endêmica e na qual o Zika se disseminou durante a epidemia de 2016.

Um polímero extraído do caule do cajueiro (Anacardium occidentale) pode se tornar uma importante ferramenta no tratamento da doença do refluxo gastroesofágico, condição que afeta cerca de 12% da população mundial, segundo experimentos conduzidos na Universidade Federal do Ceará (UFC). Resultados da pesquisa foram apresentados por Marcellus Souza, professor do Departamento de Medicina Clínica da UFC e ex-bolsista de doutorado da FAPESP, durante o Third International Symposium on Inflammatory Diseases (INFLAMMA III).

Um grupo de cientistas identificou pela primeira vez no Brasil, em Aracaju (SE), um mosquito da espécie Aedes aegypti infectado naturalmente pelo vírus causador da febre chikungunya. O relato foi publicado na revista PLoS Neglected Tropical Diseases. Segundo os autores, a descoberta reforça o rol de evidências de que o Aedes aegypti foi o principal vetor envolvido nos surtos da doença registrados em 2015 e 2016, principalmente no Nordeste brasileiro.

De tudo o que a ciência contemporânea é capaz de observar no Universo, não há nada que supere ou sequer se compare, em funcionalidade, plasticidade e eficiência, ao próprio cérebro humano. O cérebro é capaz de um processamento maciço de informação em paralelo, consumindo, por evento sináptico, uma quantidade de energia da ordem do femtojoule, 10-15 J [para efeito de comparação, uma lâmpada comum de 100 watts consome, a cada segundo, uma quantidade de energia 100 quatrilhões de vezes maior].

“O Sistema Terra e a Evolução da Vida durante o Neoproterozoico” será o tema do Seminário do Departamento de Geofísica do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP no dia 22 de junho de 2017, às 16h30. O palestrante será Ricardo Ivan Ferreira da Trindade, professor no IAG.

Um novo método para monitorar em tempo real a acumulação de nanopartículas magnéticas em órgãos como o fígado foi descrito por pesquisadores brasileiros na revista Nanomedicine: Nanotechnology, Biology and Medicine. Como explicam os autores, esse tipo de nanopartícula tem sido testado em modelos animais tanto no diagnóstico como no tratamento de diversas doenças, entre elas o câncer. Entre as possibilidades futuras está o uso como carreador de fármacos ou como agente de contraste em exames de ressonância magnética nuclear.

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) descobriram um novo vírus em ave migratória. O achado é tão raro que pode até ser considerado um golpe de sorte. Sobretudo quando o vírus em questão é o assim nomeado paramixovírus aviário 15, da mesma família do paramixovírus aviário 1 causador da doença de Newcastle, que não representa riscos para humanos, mas pode ser letal em aves.

Os raios gama poderão ser estudados, em breve, com precisão sem precedentes. Um consórcio composto por mais de 1.350 cientistas e engenheiros de 32 países, incluindo o Brasil, pretende construir até 2022 o Cherenkov Telescope Array (CTA), o maior observatório terrestre voltado a estudar essas partículas de luz (fótons) de altíssimas energias vindas do espaço. Apesar da busca de mais de um século, ainda pouco se sabe sobre essas partículas de luz, suas fontes e o papel que desempenham em nossa galáxia e além dela.

O presidente da FAPESP, José Goldemberg, defendeu a realização no Brasil de uma reunião de chefes de estado dos principais países emissores de gases estufa, para “reafirmar o que se avançou em 1992 no Rio de Janeiro e em Paris em 2015”. “Essa seria uma forma de o Brasil voltar a assumir uma posição de liderança na área, como ocupou em 1992”, disse em sessão da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) no Senado Federal no dia 12 de junho.

Os números continuam alarmantes. Mas o fato é que, mesmo que esteja longe de ser boa, a qualidade do ar na Grande São Paulo melhorou nos últimos 30 anos graças, principalmente, ao controle de emissões. Foi o que constatou a revisão da qualidade do ar na megalópole de São Paulo, publicada na revista Atmospheric Environment. O estudo é um resumo dos resultados alcançados no Projeto Temático Narrowing the uncertainties on aerosol and climate changes in São Paulo State: Nuance-SPS, que recebeu apoio da FAPESP até a sua conclusão em 2016.

O atrito é um fenômeno praticamente onipresente na vida cotidiana. O ato de caminhar só é possível devido ao atrito entre os pés (ou calçados) e o solo; o sentido do tato depende do atrito entre as mãos (ou demais partes do corpo) e os objetos; e muitos outros exemplos poderiam ser evocados. O estudo macroscópico do atrito remonta a Leonardo da Vinci (1452 – 1519). O polivalente gênio renascentista estabeleceu a “lei natural” que, em linguagem matemática contemporânea, pode ser escrita como F = μ.N, na qual F é a força de atrito entre duas superfícies deslizantes; μ, o chamado coeficiente de atrito; e N, a força normal entre as mesmas superfícies.