Ciência e Tecnologia

unicamp_logoPesquisa realizada no Labora­tório de Óptica do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW), coordenada pelo professor José Joaquín Lunazzi, obteve, em escala de protótipo, um televisor tridimen­sional que exibe imagens semelhantes às holográficas. Batizado como Holo TV, o modelo dispensa a utilização dos óculos especiais, proporcionando, dessa maneira, um conforto maior para o espectador. Lu­nazzi assegurou que, mesmo tratando-se de um protótipo, não existe equipamento similar no mundo.

O gânglio cervical superior, localizado profundamente no início do pescoço, é um componente importante do sistema nervoso autônomo simpático. Seus neurônios inervam os vasos sanguíneos do cérebro, além de glândulas da cabeça e do pescoço, e participam ainda da inervação do coração. Distúrbios no desenvolvimento do gânglio cervical superior podem provocar problemas como a síndrome de Horner (ou paralisia óculo-simpática), cujos principais sintomas são queda da pálpebra superior, constrição da pupila e transpiração diminuída em um dos lados da face. Estudos recentes apontam para uma relação direta de problemas no gânglio com os acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos.

Dormir pouco pode aumentar os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares. Mas dormir muito também. A conclusão é de um estudo publicado neste domingo (1º/8) na revista Sleep. De acordo com a pesquisa, o risco foi 2,2 vezes maior nos 8% da população analisada que disse dormir cinco horas por noite ou menos, incluindo sonecas durante o dia, do que entre aqueles que dormiam sete horas. Entre os 9% da população estudada que dormiam nove horas por dia ou mais, o risco de desenvolver algum tipo de doença cardiovascular também se mostrou elevado: 1,5 vez maior do que entre aqueles que dormiam sete horas.

fitoplanctonA quantidade de fitoplâncton nos mares tem caído no último século. A queda no conjunto de organismos aquáticos microscópicos com capacidade de fazer fotossíntese foi destacada na edição atual da revista Nature. Segundo o estudo, a queda é global e ocorreu por todo o século 20. O fitoplâncton forma a base da cadeia alimentar marinha e sustenta diversos conjuntos de espécies, do minúsculo zooplâncton a peixes, aves e grandes mamíferos marinhos. “O fitoplâncton é o combustível que move o ecossistema marinho e esse declínio afeta tudo o que está acima na cadeia alimentar, incluindo os humanos”, disse Daniel Boyce, da Universidade Dalhousie, no Canadá, principal autor do trabalho.

lnls-logoUm anel acelerador de elétrons de 146 metros de diâmetro é o mais novo projeto do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP). Com um faixa de frequência de raios luminosos mais ampla, a nova máquina poderá atuar em maior número de aplicações que o UVX, o anel atual. A importância desse tipo de equipamento para o Brasil foi o tema da palestra do físico Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS, durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que termina nesta sexta-feira (30/7), em Natal.

No mês de agosto, quatro palestrantes discutirão, em São Paulo, na série “Mudanças Climáticas e Perspectivas para o Brasil”. O evento será realizado, respectivamente, nos dias 4, 11, 18 e 25 de agosto. O evento tem a curadoria de José Eli da Veiga, professor titular do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), e apoio da CPFL Cultura. Serão quatro encontros que abordarão transformações econômicas, políticas e sociais que o Brasil terá que enfrentar para organizar a Copa do Mundo 2014, com foco na emergência de novas fontes de energia a partir dos atuais quadros de mudanças climáticas e de desenvolvimento sustentável.

A química de produtos naturais extraídos do mar é recente em todo o planeta. Iniciada na década de 1960, essa área de investigação começa agora a despontar no Brasil, país que guarda gigantesca biodiversidade em suas águas oceânicas, a ponto de receberem o apelido de “Amazônia azul”. Foi o que apresentou Vanderlan da Silva Bolzani, professora titular do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro da coordenação do Projeto Biota-FAPESP, em conferência na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que está sendo realizada em Natal (RN) e segue até sexta-feira (30/7).

umc_logoProfessor e alunos do Núcleo Integrado de Biotecnologia da Universidade de Mogi das Cruzes desenvolvem estudo sobre o comportamento do tecido adiposo e dos processos inflamatórios em pacientes com câncer gastrointestinal que sofrem de caquexia (perda de peso aguda e acentuada). Coordenado na UMC pelo professor Miguel Luiz Batista Junior, o estudo conta com a participação de alunos dos cursos de Biomedicina, Nutrição, Educação Física e Fisioterapia.

(Tsuneharu Ogasawara - UFRJ) - A estratégia de defesa marítima ou aérea de qualquer país é fortemente baseada no uso de dispositivos que possibilitam a detecção de um alvo. Contudo, o que aconteceria se houvesse uma forma de “enganar” os dispositivos?  Buscando dificultar ou minimizar a detecção ou visualização ótica, acústica ou por meio de radar, foram criadas técnicas apropriadas de camuflagem, que incluem o emprego de materiais absorventes, mais conhecidos como materiais anti-radar.

butantan_logoA Organização Mundial da Saúde incluiu recentemente o ofidismo (acidentes provocados por serpentes venenosas) como uma doença tropical negligenciada. No Brasil, as picadas de jararaca (Bothrops jararaca) respondem por cerca de 90% do total de acidentes com humanos envolvendo serpentes. O veneno da jararaca pode provocar lesões no local da picada, tais como hemorragia e necrose que podem levar, em casos mais graves, a amputações dos membros afetados. Uma das toxinas responsáveis pela ação hemorrágica do veneno da jararaca, a jararagina, foi isolada em 1992 e é bastante estudada por pesquisadores no Brasil e de outros países.

Aquele pequeno pedaço do corpo entre a cabeça e os ombros foi mais importante para a evolução humana do que se pensava. Segundo um novo estudo, o pescoço deu ao homem tamanha liberdade de movimentos que teve papel fundamental na evolução. A conclusão deriva da análise genética do homem e de peixes e foi publicada nesta terça-feira na revista on-line Nature Communications, em artigo com acesso livre. Cientistas achavam que as nadadeiras peitorais em peixes e os membros superiores (braços e mãos) em humanos fossem inervados (recebessem nervos) a partir dos mesmos neurônios. Afinal, nadadeiras e braços parecem estar no mesmo local no corpo.