Ciência e Tecnologia

Três estudos independentes publicados neste domingo (19/9), na revista Nature Genetics, destacam a descoberta de variantes genéticas associadas a cânceres de mama e de ovário. Sabe-se que tanto o câncer de mama como o de ovário têm fatores de risco em comum e os novos estudos identificaram que os dois tipos de tumores também compartilham uma mesma região genética de suscetibilidade ao desenvolvimento de tumores. Simon Gayther, da University College London, no Reino Unido, e colegas realizaram um estudo de associação genômica ampla para o câncer de ovário. Foram reunidos 10.283 casos dos quatro principais subtipos histológicos e os cientistas identificaram duas novas regiões genômicas associadas com a doença.

Um estudo publicado na edição desta sexta-feira (17/9) da revista Science, realizado na Amazônia, acaba de elucidar uma série de mecanismos de interação entre a floresta e o clima da região Amazônica, por meio da emissão de partículas de aerossóis – partículas sólidas ou líquidas suspensas na atmosfera. Coordenado por Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, o trabalho teve a participação de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, do Instituto Max Planck da Alemanha, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e de outras instituições.

O Brasil tem conseguido controlar há mais de uma década a raiva urbana, que é transmitida principalmente pelo contato com cães. Mas, apesar de controlada, variantes do vírus continuam circulando por meio de animais silvestres, particularmente uma transmitida por morcegos que se alimentam de sangue (hematófagos). Pesquisadores brasileiros deram um passo importante no estudo do problema ao concluir o sequenciamento completo do genoma dessa variante mantida pela espécie Desmodus rotundus.

Geleiras ajudaram a esculpir algumas das paisagens de maior destaque no mundo, como os Andes ou o Himalaia. Era praticamente um consenso entre os geólogos que as geleiras de montanhas – que surgiram há cerca de 4 milhões de anos em resposta ao esfriamento na temperatura do planeta – fossem as responsáveis pela erosão que levou às formas e aos tamanhos atuais da maioria das montanhas. Mas um novo estudo, publicado na edição desta quinta-feira (16/9) da revista Nature, afirma que as geleiras, mais que provocar erosão em picos e ajudar a formar vales, estimularam o crescimento das montanhas.

O resultado do Inventário Estadual de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), nos setores de energia e indústria, foi apresentado nesta terça-feira (14), durante a 14ª Reunião do Fórum Baiano de Mudanças Climáticas, realizado no auditório da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O estudo sobre emissão de gases de efeito estufa na Bahia foi exposto pela consultora Tereza Mousinho, doutora em Energia. Segundo ela, a elaboração do inventário de GEE é um primeiro passo, uma condição necessária para (a elaboração) o planejamento e execução de ações para a redução de emissão de gases de efeito estufa.

Uma boa notícia para os pais que se preocupam com os filhos que passam longas horas envolvidos com videogames. Segundo estudo feito na Universidade de Rochester, no Reino Unido, jogos eletrônicos podem ajudar seus usuários a tomar decisões mais rapidamente. E, apesar de mais rápidas, as decisões não são menos exatas. Segundo pesquisa publicada nesta terça-feira (14/9) na revista Current Biology, os jogadores desenvolvem uma maior sensibilidade ao que está ocorrendo em sua volta e esse ganho não apenas faz com que melhorem a pontuação nos games, mas também pode resultar na melhoria de habilidades empregadas em diversas outras tarefas.

O conhecimento atual sobre a genética das populações marinhas ainda é repleto de lacunas e, nos últimos 20 anos, muitos estudos sobre a dispersão desses organismos no tempo e no espaço levaram a resultados cientificamente inexplicáveis. Mas esses mistérios podem estar com os dias contados, de acordo com Joseph Neigel, do Departamento de Biologia da Universidade da Louisiana em Lafayette, nos Estados Unidos. Segundo o cientista, pesquisas que tiveram resultados intrigantes no passado poderão ter seus dados reinterpretados, graças ao desenvolvimento de novos métodos e tecnologias que permitam identificar geneticamente as larvas e investigar sua distribuição temporal e espacial em comunidades planctônicas.

e-skinUm grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, conseguiu produzir um material eletrônico sensível à pressão a partir de nanofios semicondutores. A conquista abre caminho para o desenvolvimento de um novo tipo de pele artificial. “A ideia é fazer com que o material tenha funcionalidades semelhantes à da pele humana, o que implica incorporar a capacidade de tocar e de sentir objetos”, disse Ali Javey, professor de engenharia elétrica e de ciência da computação e líder do estudo, cujos resultados foram publicados neste domingo (12/9) na revista Nature Materials. O material, denominado de e-skin (“pele eletrônica”) por seus criadores, é o primeiro feito de semicondutores inorgânicos cristalinos.

O Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) homenageará, no dia 15 de setembro, os professores eméritos Marcello Damy (1914-2009) e Oscar Sala (1922-2010). A homenagem, que será realizada no Auditório Abrahão de Moraes do IFUSP, deverá contar com a presença de vários professores e pesquisadores, como Odair Dias Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), e José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP. Considerado um dos pilares do ensino e pesquisa de física no Brasil, Damy nasceu em Campinas (SP), em 1914.

Uma equipe de professores do curso de Engenharia Florestal da UFPR orientou nas últimas semanas em Moçambique, na África, a construção de uma estufa experimental que faz uso da energia solar para secagem de madeira. Pioneiro no país africano, esse processo de secagem contrasta com a prática atual no mercado moçambicano, que usa a madeira não-seca, o que dificulta a produção de produtos como móveis, estantes, mesas e materiais para construção. A estufa tem capacidade para 3 metros cúbicos de madeira serrada em tábuas de dimensões comerciais para atender o mercado de Moçambique.

raymond-andersenA diversidade de compostos químicos presente nas esponjas coloca esses animais marinhos entre as mais promissoras fontes para a obtenção de produtos naturais bioativos visando à produção de novas drogas, de acordo com Raymond Andersen, professor do Departamento de Química e Ciências da Terra e do Oceano da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. Andersen, cujo laboratório se dedica à prospecção, isolamento, análise estrutural e síntese de compostos extraídos de organismos marinhos, participou, nesta quinta-feira (9/9), do Workshop sobre biodiversidade marinha: avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado pelo programa Biota-FAPESP.