Ciência e Tecnologia

Uma pesquisa internacional com participação brasileira mostrou que bactérias idênticas cultivadas em um mesmo ambiente adotam diferentes estratégias de adaptação. No estudo, uma população da bactéria Escherichia coli evoluiu de forma divergente para se adaptar às condições do mesmo meio. Depois de 37 dias de crescimento contínuo, os cientistas isolaram diversos mutantes com diferenças importantes em genes regulatórios. Os resultados do experimento foram publicados na revista Genome Biology and Evolution. Coordenado por cientistas da Universidade de Sydney (Austrália) e da Universidade de São Paulo (USP), o estudo teve também participação de pesquisadores da Universidade Nankai (China).

fapesp-vaporestellareVapor de água a uma temperatura de cerca de 700º C foi detectado no espectro de uma estrela rica em carbono. Essa descoberta surpreendente indica a presença de água próxima a uma estrela, na região quente de seu envelope gasoso (entorno). A descoberta, segundo seus autores, reforça que o conhecimento sobre a química das estrelas mais evoluídas “ainda é rudimentar”. Vapor de água no envelope da estrela gigante em questão, conhecida como IRC+10216, havia sido identificado em 2001, mas os astrônomos achavam que seria originário de corpos com gelo, como cometas.

cervello-fapespLogo atrás das têmporas encontra-se o lobo temporal mesial, região do cérebro que compreende estruturas como a amígdala e o hipocampo, responsáveis por funções fundamentais humanas, como a memória e as emoções. É a partir dessa região que são disparados sinais elétricos anormais que vão provocar a mais comum das manifestações epilépticas em adultos, a epilepsia do lobo temporal mesial. “Essa também é considerada uma das formas mais graves de epilepsia, porque uma proporção significativa dos pacientes não apresenta resposta aos tratamentos mesmo que sigam criteriosamente as recomendações médicas”, disse Iscia Lopes Cendes, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp), à Agência FAPESP.

fapesp-supercontinenteHá 200 milhões de anos uma única massa continental reunia praticamente todas as terras emersas do planeta. A quebra desse supercontinente denominado Pangeia deu origem aos atuais contornos continentais. Geólogos da Universidade de São Paulo (USP), que integram um projeto de Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático apoiado pela FAPESP, estão levantando a história geológica de um dos pedaços que se separou de Pangeia e veio a se constituir nas terras que seriam conhecidas posteriormente como América do Sul. O foco da investigação está em um período que se estende de 1 bilhão a 450 milhões de anos atrás.

fapesp-nanofiltroCientistas da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo tipo de filtro de água, que funciona muito rapidamente e tem baixo custo. O objetivo é poder aplicar a tecnologia em países em desenvolvimento. O funcionamento do filtro se baseia na nanotecnologia. Ele é formado por fios de prata e tubos com medidas na casa da bilionésima parte do metro. Em vez de reter as bactérias para limpar a água, como fazem outros filtros, o novo modelo mata os microrganismos.

A última lista do site Top500.org, instituição responsável pelo ranking dos computadores mundiais, certificou o supercomputador presente no Núcleo de Computação de Alto Desempenho (Nacad) da Coppe-UFRJ como o número um da América Latina. A supermaquinha, que segundo o ranking divulgado no mês de junho se classifica em 86º no nível mundial, é parte do Projeto Galileu da Petrobrás, para apoio projetos envolvendo pesquisas inovadoras na área de petróleo e gás, com ênfase no Pré-Sal e na área de mudanças climáticas, com destaque para os trabalhos desenvolvidos pelo Instituto do Clima da Coppe.

Estudos realizados no Laboratório de Fisioterapia Cardiorrespiratória do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar buscam avaliar a influência da obesidade na capacidade funcional das mulheres. A pesquisa é realizada pelas alunas do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) Luciana Di Thommazo, Soraia Pilon Jürgensen e Viviane Castello, sob orientação da docente Audrey Borghi e Silva do DFisio. Para a pesquisa, podem participar mulheres, com idades entre 20 a 45 anos, que não estejam grávidas, nem fumem ou pratiquem atividades físicas regulares, que participarão de avaliações dos sistemas cardíacos, respiratórios e muscular.

O Universo possui em torno de 100 bilhões de galáxias. São gigantescas acumulações de estrelas, planetas, poeira e gás, em geral com um buraco negro em seu núcleo. É nas galáxias, por exemplo, que se formam as estrelas. A UFSC colabora com o esforço mundial de investigação destas estruturas fascinantes pela variedade de formas e fenômenos que ocorrem em seu interior. Um projeto desenvolvido desde 2005 pelo Grupo de Astrofísica analisa dados de mais de um milhão de galáxias. Esta quantidade colossal de informações foi captada por um telescópio localizado no sul dos Estados Unidos e que atende ao Sloan Digital Sky Survey. Desde 2000 esse megaprojeto “varre” o céu noturno, coletando mais de um milhão de espectros de galáxias, quasares e estrelas.

oliveCom índices de mortalidade por câncer e doenças cardiovasculares inferiores à média mundial e menor incidência de doenças como Parkinson e Alzheimer, os países da costa do mar Mediterrâneo têm muita coisa a ensinar sobre saúde aos demais. A opinião é de Elliot Berry, professor do Departamento de Nutrição e Metabolismo da Escola de Medicina Hadassah da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, que proferiu no dia 27 palestra na 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Águas de Lindoia (SP).

fapesp-saturnoDois planetas semelhantes a Saturno e além do Sistema Solar foram descobertos por um grupo de cientistas a partir de dados obtidos pelo observatório espacial Kepler, da Nasa, a agência espacial norte-americana. Trata-se do primeiro sistema planetário com mais de um planeta transitando (“passando pela frente”) a mesma estrela. O grupo também encontrou sinais de um possível terceiro, menor que Saturno mas maior do que a Terra. Os exoplanetas estão em órbita de uma estrela distante e de dimensão parecida com a do Sol. A descoberta foi publicada nesta quinta-feira (26/8) pela revista Science.

fapesp-particulasUma nanopartícula desenvolvida pelo grupo do professor Raul Cavalcante Maranhão, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCM-USP), é capaz de levar medicamentos especificamente a células cancerosas ou a tecidos de órgãos transplantados. Recentemente, a equipe verificou que a técnica também é eficiente contra a aterosclerose. “Trata-se de um avanço muito importante, pois é a primeira vez que se trata o efeito base da aterosclerose. Até agora, a doença era tratada com remédios para hipertensão – para a desobstrução de vasos –, que atingem os efeitos mas não a doença”, disse Maranhão à Agência FAPESP.