Ciência e Tecnologia

BiomassaA atual fronteira da obtenção do etanol está nas paredes celulares dos vegetais formadas por um polímero difícil de ser quebrado: a celulose. Desenvolver meios economicamente viáveis para decompor a celulose é fundamental para o etanol de segunda geração, que poderá aumentar a produção brasileira do biocombustível sem ter que alterar a extensão das plantações. Utilizar enzimas encontradas nos aparelhos digestivos de cupins e de animais ruminantes é um modo de decompor o polímero, assim como lançar mão de ácidos para provocar uma quebra química da estrutura.

Mesmo com o mundo em meio a uma importante crise econômica e financeira, as emissões de dióxido de carbono (CO2), principal personagem do aquecimento global, não caíram como se esperava. A conclusão está em um estudo feito por um grupo de pesquisadores do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e França e publicado neste domingo (21/11) como carta ao editor na revista Nature Geoscience. O texto é uma atualização anual do Global Carbon Project e destaca que as emissões de CO2 não dão sinais de que estejam caindo globalmente e poderão atingir um nível recorde em 2010.

faperj-19nov10Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde apontam para o aumento do estado de alerta para a infestação do mosquito Aedes Aegypti, vetor da dengue, em diversos municípios fluminenses. Denominado Levantamento do Índice de Infestação Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), esse monitoramento, feito por amostragem, é realizado periodicamente pelos municípios através da visita de agentes às residências e outros imóveis, originando o Índice de Infestação Predial (IIP), que representa o percentual de imóveis com a presença de criadouros com larvas do mosquito.

pianeta-1Um novo planeta acaba de ser descoberto próximo a uma estrela extragaláctica, o que implica que o próprio planeta não tem origem na Via Láctea. A descrição foi feita nesta quinta-feira (18/11) no site da revista Science. A estrela HIP 13044 está a 2 mil anos-luz da Terra na constelação do Forno. O grupo europeu responsável pela pesquisa identificou o planeta, denominado HIP 13044b, por meio de observações com um espectrógrafo de alta resolução instalado no telescópio MPG/ESO, que fica no Observatório de La Silla, no Chile. Nos últimos 15 anos, astrônomos detectaram quase 500 planetas em estrelas próximas, mas nenhum fora da Via Láctea. O novo estudo indica que o planeta, apesar de estar na galáxia, foi formado fora dela.

antimatterEm um experimento feito no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), um grupo internacional de cientistas conseguiu demonstrar que é possível prender e controlar a liberação de átomos de anti-hidrogênio – equivalentes na antimatéria aos átomos de hidrogênio. A novidade, descrita nesta quinta-feira (18/11) no site da revista Nature, abre o caminho para a realização de estudos precisos sobre as simetrias fundamentais da natureza. A antimatéria é composta de antipartículas da mesma maneira que a matéria normal é formada por partículas. A antimatéria foi prevista pela primeira vez em 1931, pelo físico inglês Paul Dirac (1902-1984), como tendo a carga oposta da matéria normal e sendo aniquilada completamente em um flash de energia após interagir com a matéria normal.

cosmeticsA indústria brasileira de cosméticos está perdendo mercado para empresas dos Estados Unidos, Japão e países da Europa por causa da proibição de venda de produtos que foram testados em animais. A medida começa a vigorar a partir de 2013 e pesquisadores brasileiros recomendam a criação de um centro onde possam ser realizados testes alternativos para esse segmento. Segundo a professora Silvya Stuchi Maria-Engler, do departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas (FBC) da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, a produção de medicamentos e cosméticos necessita de testes para avaliar a toxicidade e eficácia de novos princípios ativos e formulações.

furg_logoDuas dissertações de servidoras da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) defendidas no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Instituição apresentam resultados favoráveis para a técnica que utiliza células retiradas do próprio organismo na recuperação de lesões, as chamadas células progenitoras. O experimento utiliza células adultas e não embrionárias.

Conseguir dados mais abundantes e precisos de forma mais rápida e eficiente é uma necessidade fundamental para o avanço de vários ramos das ciências ambientais. Exatamente por isso, as pesquisas relacionadas ao meio ambiente são também uma oportunidade para estimular o desenvolvimento da ciência computacional. Esse foi o enfoque dado ao Workshop de Ciência Ambiental, promovido pelo Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research na semana passada, na sede da Fundação. O evento reuniu um grupo de pesquisadores do Brasil e do exterior com o objetivo de identificar problemas de pesquisa na área ambiental que possam ser enfrentados com o desenvolvimento de novas tecnologias computacionais.

O desenvolvimento e a aplicação de redes de geossensores para monitoramento ambiental, em particular na Floresta Amazônica, poderá contribuir para a melhor compreensão de como a floresta interage com a atmosfera e como ela influencia o clima e, de outro lado, como o clima afeta a floresta e o ecossistema. O destaque foi feito por Celso Von Randow, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no Workshop de Ciência Ambiental, promovido pelo Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research nos dias 11 e 12 de novembro, na sede da FAPESP. Segundo Von Randow, um dos desafios para se colocar em prática a rede de geossensores esbarra na tecnologia a ser desenvolvida para a região amazônica.

neandertaljawAs crianças parecem crescer muito rapidamente e com velocidade que dá a impressão de aumentar a cada geração. Mas, de acordo com a antropologia evolutiva, a infância humana é longa, mais do que a dos outros primatas. E é uma infância também mais demorada do que a dos antepassados do homem moderno, segundo um estudo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. A pesquisa, feita a partir da análise de dentes de fósseis e da comparação com dados atuais, indica que o neandertal atingia a maturidade mais cedo do que o homem moderno.

Pesquisadores do Brasil e do exterior participaram nesta quinta-feira (11/11), na sede da FAPESP, do Workshop de Ciência Ambiental, promovido pelo Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research. O objetivo do grupo de trabalho, de acordo com a gerente do Programa de Pesquisas da Microsoft Research (MSR), Juliana Salles, é planejar um experimento multidisciplinar de pesquisas na área ambiental. No encontro, cientistas da área ambiental colocaram colegas da área computacional em contato com suas principais necessidades de pesquisa, do ponto de vista tecnológico.