Com apenas um clique no computador, o historiador e coordenador-geral da Unicamp, Edgar Salvadori De Decca (VÍDEO) aguçou a curiosidade de mais de 65 mil estudantes de todo o país, plugados em rede, pela Internet. De Decca abriu, pontualmente às 9 horas da manhã desta segunda-feira (15), a 3ª edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), organizada pelo Museu Exploratório de Ciências (MC) da Unicamp. O número de inscritos é recorde, 51% a mais que a edição de 2010.
Participam do evento mais de 16 mil equipes formadas por alunos do ensino fundamental e médio representando todos os estados do país.

“Uma Olimpíada como esta não só traz a oportunidade do conhecimento, mas alarga a cultura para todos os nossos estudantes. Na nossa era digital, esta Olimpíada é um exemplo de como o interesse pela história está disseminado pelo país inteiro. Quando podíamos imaginar que mais de 65 mil estudantes estariam, todos, envolvidos no aprendizado e no desafio do conhecimento do passado?”, surpreendeu-se De Decca.

“E a história tem seu papel muito importante no seu sentido crítico porque não só nos indica o que aconteceu no passado, mas nos ajuda a pensar o futuro. E pensar um futuro para um país em que a representação de 65 mil inscritos simboliza como esse pais precisa fazer inclusão não só econômica e social, mas principalmente cultural”, completou.

Composta de cinco provas virtuais e uma presencial, a ONHB é concebida e elaborada por historiadores e professores de história do MC e da Unicamp. A 1ª edição foi lançada em 2009, com 16 mil participantes. Desde então, o evento tem ocupado um espaço inexistente para as ciências humanas no campo das olimpíadas científicas, tradicionalmente voltadas às ciências exatas, biológicas e tecnológicas.

A historiadora Cristina Meneguello, diretora-associada do MC e uma das coordenadoras do evento, explica que as provas da ONHB são estimulantes porque simulam, metodologicamente, atividades de historiadores. “A Olimpíada tem as fases iniciais pela web, com atividades como se fossem de historiadores. Os participantes recebem documentos, imagens, fotografias, textos descritos, mapas e têm que analisar esses materiais e chegar às respostas”, conta.

A possibilidade de oportunizar aos participantes a interação com temas fundamentais da história nacional só faz renascer ainda mais o interesse pelo conhecimento da história no país, complementou De Decca. Para ele, o estudo da história no país é de fundamental importância porque, além de jovem, o Brasil teve a sua memória histórica profundamente comprometida ao longo das últimas décadas. “Nesse período, vivemos uma época de autoritarismo e restrição de liberdades. A história foi muito prejudicada”, pontuou.

Unicamp Assessoria de Imprensa
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