unic-logoO dia 10 de maio é comemorado o Dia Internacional de Atenção ao Portador de Lúpus em vários países. E no Brasil ainda é pouco comemorada esta data. Pensando nisto a professora Cristhiane Almeida Leite, desenvolveu em julho de 2010, o Projeto Lúpus no Hospital Geral Universitário - HGU. A equipe do projeto é formada por 12 alunos e cinco professores, das áreas de Enfermagem, Medicina, Nutrição e Odontologia da Universidade de Cuiabá – UNIC, onde fazem o acompanhamento de 32 pacientes diagnosticados com a doença.
Para a coordenadora do projeto Lúpus, Cristhiane Leite, o objetivo do grupo é oferecer apoio tanto aos pacientes como aos familiares, e também orientar os portadores da doença sobre o acesso à medicação adequada.

Cristhiane ressalta que o Lúpus Eritematoso Sistêmico – LES é uma doença crônica, não contagiosa e auto-imune, de causas desconhecidas, que atinge o sistema imunológico, principalmente o das mulheres. “Uma pessoa com lúpus desenvolve anticorpos que reagem contra as suas células, podendo atingir a pele, articulações, rins e outros órgãos. O controle é através de medicamentos, que permitem aos pacientes que têm lúpus viverem quase que normalmente”.

Atualmente o projeto realiza acompanhamentos estomatológicos (manifestações orais), tratamento das lesões orais decorrentes ou não do LES, estudo genético-molecular, orientação dietética e avaliação da qualidade de vida dos pacientes.

Cristhiane esclarece alguns sintomas do Lúpus, como dores, inchaços das articulações, dores musculares, mal-estar, febre, cansaço ou fadiga, emagrecimento, falta de apetite e manchas vermelhas na pele. A lesão na pele mais conhecida é encontrada no rosto, de cor vermelha e tem formato de asa de borboleta atingindo bochechas e nariz.

“As pessoas que constatarem alguns destes sintomas devem procurar imediatamente um posto de saúde, passar por uma consulta médica e solicitar o encaminhamento para o HGU, pois todo o tratamento é gratuito”, afirma Cristhiane.

Para a acadêmica Stefane Cajango, do 7° semestre do curso de Medicina, participar deste projeto humaniza muito mais o futuro médico, porque sabemos que a doença não tem cura e que esses pacientes terão que conviver pelo resto da vida com isso.

“No Brasil muitas pessoas não têm conhecimento do que é o lúpus, e muitos médicos ainda não sabem lidar com ela. Então precisamos esclarecer a população sobre o que é a doença e como tratá-la, concluiu Stefane.

Cristhiane informa que as pessoas que possuem o diagnóstico confirmado de Lúpus podem enviar um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com nome completo, idade e telefone, para que a equipe do projeto possa entrar em contato para agendar uma avaliação.
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