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A diretoria do Centro de Engenharia e Computação da UCP marcou presença no lançamento da Rio Inovador 2009, feira de apresentação dos 21 projetos beneficiados, nesse ano, pelo programa de incentivo à inovação tecnológica da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Governo do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). A solenidade, que contou com a presença do Governador Sérgio Cabral e do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, marcou também a liberação dos recursos para financiamentos dos trabalhos.
Representada pelo pró-reitor acadêmico, professor Alexandre Sheremetieff, pelo coordenador do curso de Engenharia, professor Giovane Quadrelli, e pelo professor Adalberto Imbrósio, a UCP mostrou, no Rio Inovador, o projeto da empresa petropolitana Global Master Internacional, que, desde 2008, trabalha na construção de um concentrador solar parabólico que tem como principal objetivo garantir o aproveitamento da energia solar para fins industriais. O produto já está em fase de teste de campo com um modelo automatizado instalado na Arcoflex, empresa fabricante de sacolas plásticas instalada em Itaipava. 

“O equipamento irá gerar energia térmica para aplicação em estufa de secagem de uma impressora de flexografia instalada no parque industrial da Arcoflex”, explica o empresário Rogerio Müller, coordenador do projeto e dono da Global Master.  Rogerio acrescenta que a equipe inicial formada também pelos engenheiros Fernando Gordalina, idealizador do primeiro protótipo, e do professor Carlos Eduardo Reuther, da UCP, hoje se encontra ampliada, recebendo a contribuição do engenheiro Fábio José Borsatto Leitão e de Célio Gomes, especialista em automação industrial, além de outros técnicos em diversas áreas que compõem um quadro multidisciplinar de conhecimento. 

O princípio de funcionamento do equipamento é bem simples: os raios solares, captados pela parabolóide revestida de películas refletoras, se concentram no foco onde está posicionada uma caldeira térmica contendo fluido especial que suporta temperaturas elevadas com baixo coeficiente de dilatação. O objetivo é transferir a energia térmica produzida para um trocador de calor, com diversas aplicações conforme as necessidades de cada cliente. 

“No caso da Arcoflex, será a produção de ar quente para o equipamento de impressão flexográfica, que irá gerar significativa economia de energia elétrica com base nos estudos e projeções já realizados até o momento”, explica o engenheiro Fábio Borsatto, diretor comercial da Arcoflex. Para que o equipamento acompanhe a “trajetória solar”, foi desenvolvido pela Global Master um sofisticado mecanismo de automação que conta com inversores de freqüência, CLP - Controlador Lógico Programável, moto-redutores, sensores de leitura do posicionamento solar entre dezenas de outros componentes que formam o conjunto de controle de alta tecnologia. 

Ao fazerem a apresentação do projeto na Rio Inovador, Rogerio Müller e Fábio Borsatto disseram que o objetivo é disponibilizar para o mercado um equipamento que proporcione economia de recursos naturais além da consequente economia financeira. “Mas entendemos que sua aplicação não substitui fontes primárias de energia, atualmente ainda empregadas em larga escala em nosso parque industrial”, assegura Rogerio Müller.  O cronograma de finalização do projeto está previsto para início de 2010, quando a empresa deverá iniciar a comercialização do equipamento, ainda no primeiro semestre.
 
Universidade Católica de Petrópolis - Assessoria de Imprensa