Em 2008, foram oito jovens graduados, um Kadiwéu, três Guarani-Kaiowá, e quatro Terena.
O entusiasmo dos formandos pode ser resumido através do relato de Duadino Martinez, da etnia Guarani-Kaiowá, que emocionado disse que “não é fácil pra nós sairmos com 18 anos de nossas casas, de nossas aldeias, e passar a viver numa cidade diferente. O diploma representará uma conquista para o meu povo”. Como licenciado em Biologia, Martinez pretende contribuir com o seu povo atuando na formação dos seus alunos na aldeia de onde é originário, nas questões de sustentabilidade e na revitalização da cultura, desejo que certamente é compartilhado pelos outros formandos.
Desde que foi implantado no MS o sistema de reserva de vagas para estas populações, em 2003, a UEMS já formou 38 jovens indígenas nas mais diversas áreas: Agronomia, Biologia, Geografia, Física, Pedagogia, Direito, História, Letras, Enfermagem e em Licenciatura Normal Superior.
De acordo com Rogério Ferreira da Silva, da Divisão de Inclusão e Diversidade da UEMS, “a formatura desses jovens indígenas representa um salto qualitativo nos resultados da efetividade das ações afirmativas na universidade, pois a cada ano busca-se a melhoria da qualidade do ensino, sem deixar de lado o respeito à diversidade e à cultura de cada etnia. Espera-se que esses jovens formados façam a diferença na sua vida profissional e contribuam para manter vivos os valores desses diferentes povos que eles representam”.
Para o processo seletivo vestibular/2010, foram oferecidas 220 vagas para os jovens indígenas nos cursos superiores. Dos 436 candidatos inscritos, 104 foram convocados e compareceram às matriculas realizadas nos dias quatro e cinco de fevereiro de 2010.
Assessoria de Comunicação Social - UEMS



