Ciência e Tecnologia

vitamina-dUm novo estudo indicou que pessoas com níveis elevados de vitamina D podem ter menor risco de desenvolver doença de Parkinson. O trabalho foi publicado na edição de julho dos Archives of Neurology. O papel da vitamina D na saúde óssea é conhecido, mas estudos anteriores apontaram a relação também com problemas como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Paul Knekt, do Instituto Nacional para Saúde e Bem-Estar da Finlândia, e colegas acompanharam 3.173 homens e mulheres com idades entre 50 e 79 anos e que não tinham diagnóstico de Parkinson no início do estudo, entre 1978 e 1980.

crittografiaUtilizados para garantir a segurança nas transações comerciais em meio eletrônico, os sistemas de criptografia são constantemente postos à prova. À medida que novos algoritmos são criados para codificar e tornar mais seguras informações sigilosas, surgem também novas maneiras de quebrá-los. Com base na teoria do caos, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um novo sistema de criptografia que, mesmo sendo mais seguro, mantém a velocidade e a operacionalidade dos sistemas tradicionais.

prismaQuando observadas em escalas muito pequenas (dimensões menores que as de um átomo), as leis da física são totalmente diferentes daquelas que identificamos nos objetos do nosso cotidiano. A física quântica estuda justamente como se comportam a matéria e a energia no mundo subatômico, do qual fazem parte elétrons e fótons, por exemplo. Através de experimentos que analisam a interação entre a matéria e a luz nesta dimensão (ótica quântica), o Laboratório de Manipulação Coerente de Átomos e Luz (LMCAL) do Instituto de Física (IF) da USP busca contribuir na construção da teoria que deve dar suporte, no futuro, a aplicações de grande impacto, como o computador quântico.

aedes-aegyptiCientistas do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP farão parte de um grupo trinacional (Brasil, Peru e EUA) que vai pesquisar as características da transmissão de malária na Amazônia brasileira e peruana. Na semana passada, o grupo teve assegurado US$ 9,2 milhões do governo dos EUA para pesquisar por sete anos pelos Institutos Nacionais de Saúde. O objetivo é dar bases científicas para medidas de saúde pública na região.

Por que adaptar seus genes se há uma alternativa muito mais rápida: emprestar as adaptações necessárias para sua sobrevivência de outro indivíduo? Há mais de um século entende-se que um princípio básico da evolução é que animais e plantas podem se adaptar geneticamente de modo que tais mudanças ajudem em sua sobrevivência e reprodução. Agora, uma pesquisa destaca um mecanismo evolucionário até então desconhecido. Estudos anteriores sempre indicaram que características que aumentam a capacidade de um animal de sobreviver e reproduzir eram conferidas por genes favoráveis, passados de uma geração a outra.

Protons and neutronsUm experimento feito há anos pelos físicos de partículas acaba de ser conduzido novamente. Mas, desta vez, o resultado foi inesperado, na contramão dos anteriores. Um grupo internacional mediu o tamanho do próton e verificou que o raio da partícula elementar é 4% menor do que se pensava. O estudo é o destaque da capa da edição desta quinta-feira (8/7) da revista Nature. De acordo com o artigo, o próton é 0,00000000000003 milímetro menor do que, pelo menos em teoria, deveria ser. A diferença é ínfima, mas a teoria em questão está longe disso.

Até o fim de 2010, uma microssonda iônica de alta resolução de US$ 3 milhões fará parte do Centro de Pesquisas Geocronológicas (CPGeo) do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGc-USP), colocando o Brasil entre os nove países a contar com tal equipamento no mundo – atualmente, são apenas 14 sondas do tipo. Fruto de um investimento conjunto entre a FAPESP, por meio do Programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), e a Petrobras, a máquina beneficiará várias áreas da investigação geológica.

dna_1Universidade Federal de Minas Gerais - Professor e pesquisador na área de genética e evolução na UFMG, Fabrício dos Santos encontra-se hoje à frente de diversos projetos brasileiros e internacionais que investigam a diversidade e evolução biológica. Não são apenas estudos de laboratório ou de área isolada. Haja vista o Projeto Genográfico, financiado pela National Geographic Society, do qual é coordenador para a América Latina: por meio de análise do DNA das populações indígenas da região, seu grupo busca reconstruir a história de povoamento do continente, antes do período das grandes navegações, em 1500.

fapesp-07lug10Uma imagem de todo o céu. Parece exagero? Pois é o que o observatório espacial Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA), acaba de produzir, pelo menos na visão com que foi concebida a missão. Segundo a ESA, o mapa – resultado de um ano de imagens obtidas pelo Planck – fornece um novo olhar sobre como as estrelas e as galáxias se formam e amplia o conhecimento a respeito de como o Universo surgiu. Essa é a primeira varredura de todo o plano de fundo cósmico feita pelo observatório que “enxerga” em microondas. Até o fim da missão, previsto para 2012, estão previstos mais três mapeamentos completos. O Planck foi lançado em maio de 2009.

Produzida pelo cérebro humano e descoberta em 1992, a anandamida – também conhecida como “substância da felicidade” – pode ter efeitos analgésicos, ansiolíticos e antidepressivos, semelhantes aos do THC, componente da espécie vegetal cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha. “Queremos entender melhor as funções dessa substância endógena”, explica o professor Fabrício Moreira, que desenvolve, na UFMG, pesquisas sobre a anandamida, o THC e outras propriedades da cannabis sativa, em colaboração com o Instituto Max Planck de Psiquiatria de Munique (Alemanha) e com os departamentos de Neurociências e de Farmacologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

molecolaUma pesquisa liderada por brasileiros sobre a proteína príon celular (PrPC) é destaque na edição a ser publicada nesta semana da revista científica norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Associada inicialmente a doenças neurodegenerativas (como a conhecida doença da vaca-louca), a PrPC tem sido apontada como participante importante em muitas outras funções fisiológicas, como na proteção dos neurônios contra a morte celular e na plasticidade dessas células, ao atuar na formação de neuritos (prolongamento dos neurônios).