Ciência e Tecnologia

solar-explosionUm grupo de cientistas do Brasil e da Argentina acaba de anunciar a obtenção das primeiras imagens do Sol adquiridas com telescópio e filtro H-Alfa – instrumento capaz de mostrar as regiões ativas da atmosfera solar com grau de detalhamento sem precedentes quando operado no mesmo local com dois outros telescópios solares no infravermelho e em ondas submilimétricas. As primeiras imagens foram obtidas no dia 20 de outubro, no observatório do Complexo Astronômico El Leoncito (Casleo), localizado em San Juan, na Argentina.

ologramma-leilaA ideia é antiga. Ficções científicas têm mostrado vídeos holográficos há décadas, como em Guerra nas Estrelas (1977), na cena em que Luke Skywalker vê uma mensagem tridimensional enviada pela princesa Leia e projetada pelo robô R2D2. Pesquisas na área também vêm sendo feitas há um bom tempo. Há mais de 15 anos, por exemplo, Stephen Benton (1941-2003) começou a pesquisar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) o que, na época, chamou de “holografia arco-íris”. Agora, na sequência do sucesso Avatar, o vídeo holográfico parece estar mais próximo da realidade.

Um novo estudo indica que a pulverização de nuvens para a produção “forçada” de chuva não funciona tão bem como se imaginava. Em muitas áreas do mundo, como o sertão nordestino, a chuva é um recurso raro e precioso. Para estimular a precipitação, há décadas tem se experimentado semear as nuvens com produtos químicos, como iodeto de prata ou dióxido de carbono congelado (gelo seco). Há muitos defensores do método, que já teve usos famosos, como em 2008 nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando grande quantidade de partículas foi pulverizada em nuvens para que chovesse antes – e não durante – as provas esportivas.

TerraA busca por planetas parecidos com a Terra tem tudo para se mostrar altamente frutífera. Um novo estudo aponta que sistemas como o Solar são comuns e que quase um quarto de todas as estrelas como o Sol podem ter planetas de tamanho semelhante ao da Terra. Andrew Howard, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e colegas observaram durante cinco anos 166 estrelas das classes G e K localizadas a até 80 anos-luz da Terra, com o telescópio Keck, no Havaí. O Sol é a mais conhecida estrela do tipo G, que são amarelas. As estrelas do tipo K são um pouco menores e laranja ou vermelhas.

Quando as tecnologias baseadas em organismos geneticamente modificados (OGM) começaram a se tornar realidade, há alguns anos, a polêmica deu o tom do debate público sobre o tema. Por longo tempo a percepção da sociedade sobre os OGM foi distorcida pela carência de informação científica e o resultado foi, muitas vezes, a polarização de opiniões e a resistência à inovação. A análise foi feita por Patricia Osseweijer, da Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), durante o BIOEN Workshop on Synthetic Biology, promovido pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) no dia 26.

Seria possível um computador aprender de forma autônoma e utilizar seus conhecimentos já adquiridos para evoluir seu próprio aprendizado? Com a intenção de desenvolver essas capacidades no computador, foi criado o projeto de pesquisa Read The Web, traduzido como Leitura da Web. O projeto é coordenado pelos pesquisadores Tom M. Mitchell e William Cohen, ambos da Carnegie Mellon University, e pelo professor Estevam Rafael Hruschka Júnior, do Departamento de Computação (DC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), além de contar com a participação de um programador e alunos de pós-graduação estrangeiros.

bioen-2010Construir sistemas artificiais inspirados em processos da natureza é o objetivo da biologia sintética, uma área fundamental para o avanço da produção de bioenergia mas que ainda dá seus primeiros passos no Brasil. Por esse motivo, o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) dedicou ao tema o seu 12º workshop, que reuniu pesquisadores de diversos países. O BIOEN Workshop on Synthetic Biology foi realizado nesta terça-feira (26/10), no auditório da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP).

Um pó que ao ser derramado sobre água é capaz de decompor um líquido sob a ação da luz e liberar energia. O exemplo de geração de energia é um dos objetivos da química supramolecular, área que investiga as interações entre as moléculas. “Queremos usar energia química a partir do Sol e a química supramolecular pode ajudar nesse sentido”, disse Henrique Toma, professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), no Workshop on Molecular Mechanisms of Photosynthesis, promovido pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) no dia 25 de outubro, em São Paulo.

A má notícia é que um número crescente de aves, anfíbios, répteis, peixes e mamíferos tem se aproximado da extinção. A boa notícia é que o número poderia ser pior, não fossem as medidas de conservação colocadas em prática em todo o mundo nas últimas décadas. Nesta terça-feira (26/10), em Nagoia, no Japão, durante a 10ª Conferência das Partes (COP 10) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), foi divulgado o resultado de um grande estudo que procurou avaliar o estado atual dos vertebrados no planeta.

Pesquisadores dos campi de Catu e Guanambi, do Instituto Federal Baiano, estão desenvolvendo soluções tecnológicas para tornar páginas eletrônicas acessíveis a pessoas com alguma limitação visual. Os trabalhos realizados têm o fomento da rede de pesquisa e inovações tecnológicas digitais (Renapi), criada pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), do Ministério da Educação, e gerenciada pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul. André Luiz Andrade Rezende e Woquiton Lima Fernandes estão envolvidos em um projeto que trabalha o conceito de acessibilidade virtual.

bioen-2010A melhor solução para os problemas globais de produção de energia já foi desenvolvida, é muito eficiente e vem sendo utilizada há mais de 2 bilhões de anos: a fotossíntese. A afirmação foi feita por James Barber, professor do Imperial College London, Reino Unido, nesta segunda-feira (25/10), durante o BIOEN Workshop on Molecular Mechanisms of Photosynthesis, promovido pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo. Considerado um dos principais pesquisadores no mundo no tema da fotossíntese, Barber é membro da Royal Society of Chemistry e publicou 15 livros e mais de 500 artigos científicos sobre o assunto.