Ciência e Tecnologia

amazzonia-satelliteO Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) pretende utilizar o satélite japonês Alos para monitorar emissões de gases e desmatamentos na região da Floresta Amazônica. Na segunda-feira (8/11), o diretor do instituto, Gilberto Câmara, e o presidente da agência espacial japonesa Jaxa, Keiji Tachikawa, assinaram, em Tóquio, uma carta de intenções com essa finalidade. A parceria deverá agregar a tecnologia japonesa – o radar que permite a observação por entre as nuvens – à experiência brasileira no monitoramento de florestas tropicais, que está sendo levada a outros países por meio dos cursos de capacitação técnica oferecidos pelo Inpe.

Seria a energia presente no vácuo capaz de controlar o destino de estrelas ou até mesmo do Universo inteiro? Uma nova linha de pesquisa conduzida por físicos brasileiros está mostrando que talvez isso seja possível. O assunto é o destaque da nova edição da revista Unesp Ciência, da Universidade Estadual Paulista. Os físicos descobriram na teoria um efeito capaz de transformar a energia do espaço vazio em protagonista de uma destruição “cataclísmica”, como definiu George Matsas, professor do Instituto de Física Teórica (IFT) da Unesp em São Paulo. O fenômeno é chamado de “despertar do vácuo”. Matsas coordena o Projeto Temático “Física em Espaços-Tempos Curvos”, apoiado pela FAPESP.

“As publicações na área de filogeografia vêm crescendo de forma exponencial, graças à gradual integração entre biólogos e geocientistas, às novas tecnologias de DNA e aos novos métodos estatísticos disponíveis”, disse Luciano Beheregaray, professor das universidades Flinders e Macquarie, da Austrália. A filogeografia combina biologia e geociência, estudando os processos históricos que podem ser responsáveis pela distribuição geográfica contemporânea de uma espécie. Segundo Beheregaray, enquanto a maioria esmagadora da produção científica na área vem do hemisfério Norte, a contribuição dos países que concentram a maior parte da biodiversidade do planeta ainda é muito pequena.

A Clínica de Dermatologia do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em parceria com a Faculdade de Odontologia da USP, iniciou um novo procedimento para o diagnóstico precoce do câncer labial e do câncer de pele. Segundo o HC, o método permite estudar alterações celulares das camadas superficiais da pele e da mucosa oral de forma criteriosa e não invasiva. Inédito na América do Sul, o exame é feito com um microscópio confocal, o único existente no Brasil. A tecnologia é semelhante a um aparelho de ultrassom.

A final do campeonato gaúcho deste ano alcançou uma audiência muito maior do que a soma dos torcedores gremistas e colorados e com uma grande novidade. A partida foi transmitida em altíssima resolução por meio da tecnologia de cinema digital 4K, que tem 4096 x 2160 pixels, mais do que o dobro dos televisores atuais full HD. A conquista do Grêmio foi vista simultaneamente em três dimensões em São Paulo, em San Diego (Estados Unidos) e em Tóquio (Japão), com transmissão por redes de fibras ópticas.

fapesp-08nov10Um grupo de cientistas do Canadá descobriu como fazer sangue a partir da pele. Os pesquisadores conseguiram converter fibroblastos humanos diretamente em geradores de sangue, sem a necessidade de que as células passem por um estágio pluripotente (de diferenciação para um tecido). A novidade foi descrita em artigo publicado neste domingo (7/11) no site da revista Nature. A capacidade de reprogramar células em um estado pluripotente tem sido limitada pela falta de compreensão do processo por meio do qual essas células se especializam.

solar-explosionUm grupo de cientistas do Brasil e da Argentina acaba de anunciar a obtenção das primeiras imagens do Sol adquiridas com telescópio e filtro H-Alfa – instrumento capaz de mostrar as regiões ativas da atmosfera solar com grau de detalhamento sem precedentes quando operado no mesmo local com dois outros telescópios solares no infravermelho e em ondas submilimétricas. As primeiras imagens foram obtidas no dia 20 de outubro, no observatório do Complexo Astronômico El Leoncito (Casleo), localizado em San Juan, na Argentina.

ologramma-leilaA ideia é antiga. Ficções científicas têm mostrado vídeos holográficos há décadas, como em Guerra nas Estrelas (1977), na cena em que Luke Skywalker vê uma mensagem tridimensional enviada pela princesa Leia e projetada pelo robô R2D2. Pesquisas na área também vêm sendo feitas há um bom tempo. Há mais de 15 anos, por exemplo, Stephen Benton (1941-2003) começou a pesquisar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) o que, na época, chamou de “holografia arco-íris”. Agora, na sequência do sucesso Avatar, o vídeo holográfico parece estar mais próximo da realidade.

Um novo estudo indica que a pulverização de nuvens para a produção “forçada” de chuva não funciona tão bem como se imaginava. Em muitas áreas do mundo, como o sertão nordestino, a chuva é um recurso raro e precioso. Para estimular a precipitação, há décadas tem se experimentado semear as nuvens com produtos químicos, como iodeto de prata ou dióxido de carbono congelado (gelo seco). Há muitos defensores do método, que já teve usos famosos, como em 2008 nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando grande quantidade de partículas foi pulverizada em nuvens para que chovesse antes – e não durante – as provas esportivas.

TerraA busca por planetas parecidos com a Terra tem tudo para se mostrar altamente frutífera. Um novo estudo aponta que sistemas como o Solar são comuns e que quase um quarto de todas as estrelas como o Sol podem ter planetas de tamanho semelhante ao da Terra. Andrew Howard, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e colegas observaram durante cinco anos 166 estrelas das classes G e K localizadas a até 80 anos-luz da Terra, com o telescópio Keck, no Havaí. O Sol é a mais conhecida estrela do tipo G, que são amarelas. As estrelas do tipo K são um pouco menores e laranja ou vermelhas.

Quando as tecnologias baseadas em organismos geneticamente modificados (OGM) começaram a se tornar realidade, há alguns anos, a polêmica deu o tom do debate público sobre o tema. Por longo tempo a percepção da sociedade sobre os OGM foi distorcida pela carência de informação científica e o resultado foi, muitas vezes, a polarização de opiniões e a resistência à inovação. A análise foi feita por Patricia Osseweijer, da Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), durante o BIOEN Workshop on Synthetic Biology, promovido pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) no dia 26.