Ciência e Tecnologia

fitoplanctonA quantidade de fitoplâncton nos mares tem caído no último século. A queda no conjunto de organismos aquáticos microscópicos com capacidade de fazer fotossíntese foi destacada na edição atual da revista Nature. Segundo o estudo, a queda é global e ocorreu por todo o século 20. O fitoplâncton forma a base da cadeia alimentar marinha e sustenta diversos conjuntos de espécies, do minúsculo zooplâncton a peixes, aves e grandes mamíferos marinhos. “O fitoplâncton é o combustível que move o ecossistema marinho e esse declínio afeta tudo o que está acima na cadeia alimentar, incluindo os humanos”, disse Daniel Boyce, da Universidade Dalhousie, no Canadá, principal autor do trabalho.

lnls-logoUm anel acelerador de elétrons de 146 metros de diâmetro é o mais novo projeto do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP). Com um faixa de frequência de raios luminosos mais ampla, a nova máquina poderá atuar em maior número de aplicações que o UVX, o anel atual. A importância desse tipo de equipamento para o Brasil foi o tema da palestra do físico Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS, durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que termina nesta sexta-feira (30/7), em Natal.

No mês de agosto, quatro palestrantes discutirão, em São Paulo, na série “Mudanças Climáticas e Perspectivas para o Brasil”. O evento será realizado, respectivamente, nos dias 4, 11, 18 e 25 de agosto. O evento tem a curadoria de José Eli da Veiga, professor titular do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), e apoio da CPFL Cultura. Serão quatro encontros que abordarão transformações econômicas, políticas e sociais que o Brasil terá que enfrentar para organizar a Copa do Mundo 2014, com foco na emergência de novas fontes de energia a partir dos atuais quadros de mudanças climáticas e de desenvolvimento sustentável.

A química de produtos naturais extraídos do mar é recente em todo o planeta. Iniciada na década de 1960, essa área de investigação começa agora a despontar no Brasil, país que guarda gigantesca biodiversidade em suas águas oceânicas, a ponto de receberem o apelido de “Amazônia azul”. Foi o que apresentou Vanderlan da Silva Bolzani, professora titular do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro da coordenação do Projeto Biota-FAPESP, em conferência na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que está sendo realizada em Natal (RN) e segue até sexta-feira (30/7).

umc_logoProfessor e alunos do Núcleo Integrado de Biotecnologia da Universidade de Mogi das Cruzes desenvolvem estudo sobre o comportamento do tecido adiposo e dos processos inflamatórios em pacientes com câncer gastrointestinal que sofrem de caquexia (perda de peso aguda e acentuada). Coordenado na UMC pelo professor Miguel Luiz Batista Junior, o estudo conta com a participação de alunos dos cursos de Biomedicina, Nutrição, Educação Física e Fisioterapia.

(Tsuneharu Ogasawara - UFRJ) - A estratégia de defesa marítima ou aérea de qualquer país é fortemente baseada no uso de dispositivos que possibilitam a detecção de um alvo. Contudo, o que aconteceria se houvesse uma forma de “enganar” os dispositivos?  Buscando dificultar ou minimizar a detecção ou visualização ótica, acústica ou por meio de radar, foram criadas técnicas apropriadas de camuflagem, que incluem o emprego de materiais absorventes, mais conhecidos como materiais anti-radar.

butantan_logoA Organização Mundial da Saúde incluiu recentemente o ofidismo (acidentes provocados por serpentes venenosas) como uma doença tropical negligenciada. No Brasil, as picadas de jararaca (Bothrops jararaca) respondem por cerca de 90% do total de acidentes com humanos envolvendo serpentes. O veneno da jararaca pode provocar lesões no local da picada, tais como hemorragia e necrose que podem levar, em casos mais graves, a amputações dos membros afetados. Uma das toxinas responsáveis pela ação hemorrágica do veneno da jararaca, a jararagina, foi isolada em 1992 e é bastante estudada por pesquisadores no Brasil e de outros países.

Aquele pequeno pedaço do corpo entre a cabeça e os ombros foi mais importante para a evolução humana do que se pensava. Segundo um novo estudo, o pescoço deu ao homem tamanha liberdade de movimentos que teve papel fundamental na evolução. A conclusão deriva da análise genética do homem e de peixes e foi publicada nesta terça-feira na revista on-line Nature Communications, em artigo com acesso livre. Cientistas achavam que as nadadeiras peitorais em peixes e os membros superiores (braços e mãos) em humanos fossem inervados (recebessem nervos) a partir dos mesmos neurônios. Afinal, nadadeiras e braços parecem estar no mesmo local no corpo.

pucrsA Solentech, incubada na Raiar da PUCRS, lança no dia 3 e agosto o projeto Madonna, uma antena parábola vazada de dupla polarização. O equipamento atua na faixa de frequência de 1.5 Ghz e frequências próximas, potencializando o desempenho de enlaces de comunicação das empresas de telefonia. A dupla polarização possibilita que o equipamento transmita o dobro de informações se comparada com a capacidade de uma antena simples atuando na mesma frequência. O lançamento ocorre no Auditório Talento Empreendedor do prédio 96 I no Tecnopuc, no campus (avenida Ipiranga, 6681- Porto Alegre), às 14h30min.

cellule-staminaliO evento Perspectivas sobre Células-Tronco – 1º Encontro sobre Pesquisas em Células-Tronco do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) será realizado entre 20 e 24 de setembro, em São Paulo. O objetivo do encontro é reunir e favorecer a discussão científica e ética das perspectivas na pesquisa com células-tronco envolvendo pesquisadores nacionais e internacionais cujas pesquisas tenham contribuído de modo relevante para a área.

fapesp-roedorO peso está mais para o de um cão pequeno ou de um gato com sobrepeso. Seis quilos é realmente inusitado para um rato. Segundo os pesquisadores responsáveis pela descoberta, trata-se do maior rato de que se tem notícia. Ken Aplin, do Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation, na Austrália, e Kris Helgen, do Smithsonian Institution, nos Estados Unidos, escavaram ossos de 13 roedores, 11 dos quais até então desconhecidos para a ciência, em um sítio arqueológico no Timor-Leste.