Ciência e Tecnologia

Tiarajudens eccentricusO Tiarajudens eccentricus foi um dos primeiros animais a ter uma boca na qual os dentes de cima se encaixam com os debaixo, possibilitando mastigar vegetais duros. A espécie, que acaba de ser descrita, viveu há cerca de 260 milhões de anos no atual Brasil. O extinto animal, do tamanho de um cão atual de grande porte, também tinha dentes-de-sabre, com cerca de 12 centímetros de comprimeiro nos adultos.

O Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo e a Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental realizarão no dia 30 de março, em São Paulo, o workshop Chuvas de verão: Importância da Geologia na prevenção de desastres naturais. O evento debaterá a importância do conhecimento geológico na redução dos desastres naturais relacionados a escorregamentos e inundações, fenômenos naturais que fazem parte do cotidiano da população brasileira e que são passíveis de serem previstos.

The skull of Tiarajudens eccentricusUm animal do tamanho de uma capivara e com presas de 12 centímetros pastava onde agora são os Pampas gaúchos, há cerca de 260 milhões de anos. É o que conta o fóssil encontrado há dois anos, em março de 2009, pelo paleontólogo Juan Carlos Cisneros, à época pós-doutorando na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A imagem do estranho animal, reconstituído em desenhos feitos pelo próprio autor, é marcante por si só. Mas do ponto de vista científico, o animal, merecidamente batizado como Tiarajudens eccentricus, surpreende a ponto de ser apresentado ao mundo pela prestigiosa revista Science, na edição desta semana (25 de março).

fapesp-24mar11-2Transformar a luz de cor vermelha em luz azul, de mais alta energia, é comum na física por meio do uso de técnicas ópticas. Porém, não havia um método químico para promover essa conversão. Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC (UFABC), em parceria com cientistas do Instituto de Química Orgânica e Macromolecular da Universidade de Jena, na Alemanha, reuniram as peças do quebra-cabeça e desenvolveram um método que usa energia química para converter a irradiação de luz vermelha em emissão de luz azul.

Sequenciado genomas de 38 tumores da doença incurável que afeta células do sangueCientistas acabam de revelar o retrato mais abrangente da genética do mieloma múltiplo, uma forma de câncer que afeta os plasmócitos, células componentes do sangue. A novidade foi publicada na edição desta quinta-feira (24/3) da revista Nature. A pesquisa envolveu o sequenciamento e análise dos genomas de 38 amostras de câncer e poderá ajudar no desenvolvimento de possíveis terapias para a doença incurável, segundo os autores. A taxa de sobrevivência do mieloma múltiplo após cinco anos é de menos de 40%.

raiosPesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estão começando a observar as descargas atmosféricas (raios) sob diferentes ângulos. Em janeiro, eles capturaram em São José dos Campos (SP), na região do Vale do Paraíba, as primeiras imagens coloridas de raios já registradas no mundo com câmeras com altas resolução e velocidade. As câmeras foram adquiridas com apoio da FAPESP por meio do Projeto Temático "Detecção de sinais de variabilidade relacionados a mudanças climáticas na incidência de descargas atmosféricas no Brasil".

antes e depoisImagens obtidas por meio de satélites têm sido importantes para fornecer um retrato exato da extensão da destruição causada pelo terremoto seguido por tsunami que atingiu o Japão em 11 de março. O International Charter Space and Major Disasters, que distribui dados orbitais para auxiliar países afetados por desastres naturais, foi acionado pelo governo japonês no mesmo dia em que o desastre ocorreu. Como resultado, imagens feitas por diversos satélites estão sendo utilizadas para mapear as áreas afetadas.

Fernando Cezar JuliattiAs novas linhagens são o resultado de quase meio século de pesquisa, em instituições como Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG, com a colaboração do Pesquisador Antônio Alves Pereira. As sementes dos materiais avançados chegaram à Universidade Federal de Uberlândia (UFU) há 13 anos, e a partir daí o trabalho de pesquisa foi intensificado por pesquisadores da Instituição que, só agora, começam, literalmente, a “colher os frutos”.

aedes aegyptiO Brasil, 50 anos atrás, conseguiu eliminar o mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Entretanto, as novas gerações do mosquito são resistentes a muitos inseticidas. O estado do Amazonas, quando se fala da proliferação do mosquito da dengue no país, é um dos mais alarmantes porque a situação piora no período chuvoso e os inseticidas são produzidos seguindo a mesma fórmula utilizada desde 1998, quando foi registrada a primeira epidemia em Manaus.

Polêmica desde sua descoberta, a radiação, particularmente na figura da usina nuclear, divide opiniões ao redor do mundo. Com sua grande capacidade de liberar energia, é defendida pela classe científica em sua maioria. Mas como tudo tem um preço, a radiação, altamente danosa ao nosso organismo, é duramente criticada e vista como um risco desnecessário. Para falar mais sobre este polêmico assunto, seus prós e contras, o Olhar Vital, entrevistou Antônio Carlos Marques Alvim, especialista na área de análise de segurança nuclear e professor do departamento de Energia Nuclear do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ).

Oxalaia quilombensisEm meados do ano 2000, o pesquisador Alexandre Kellner viajou com uma pequena trupe de cientistas do Museu Nacional da UFRJ para o litoral do Maranhão. A área da ilha do Cajual já era um importante sítio arqueológico, mas eles não esperavam descobrir o que já é chamado de tiranossauro brasileiro: o Oxalaia quilombensis, que media de 12 a 14 metros e pesava algumas toneladas, é o mais novo gigante carnívoro do rol de espécies do período Cretáceo.