Ciência e Tecnologia

A produção de entropia – isto é, o aumento do grau de desordem de um sistema – é uma tendência inexorável no mundo macroscópico, em decorrência da segunda lei da termodinâmica. Isso faz com que os processos descritos pela Física clássica sejam irreversíveis. E, por extensão, impõe um sentido à linha do tempo. Porém, tal tendência não vale, necessariamente, no mundo microscópico, regido pela mecânica quântica, cujas leis são reversíveis. E onde não há um sentido preferencial no fluxo dos fenômenos. 

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em colaboração com pesquisadores do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e da Universidade de Washington, publicaram artigo na revista Nature Chemical Biology no qual descrevem o mecanismo de atuação de uma nova mutação genética identificada em pacientes com deficiência intelectual. Apoiada pela FAPESP, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e os National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos, a descoberta abre perspectivas para a compreensão dos processos relacionados a alterações que provocam atraso no desenvolvimento intelectual, passo-chave para o desenvolvimento de possíveis novas terapias.

Há 80 milhões de anos, erupções de lava vulcânica geradas pela separação das placas tectônicas da África e da América do Sul – iniciada há 120 milhões de anos – geraram uma ilha como a Islândia. Essa ilha vulcânica, que teria o tamanho do País de Gales, foi habitada por dinossauros e era composta por um cânion, floresta e praia. Há 40 milhões de anos o platô da ilha começou a submergir até chegar à posição em que se encontra hoje, a 3 mil metros de profundidade, no Atlântico Sul, e a 1,5 mil quilômetros a leste da costa brasileira. 

O Instituto Butantan assinou, nesta quarta-feira (12/12), um acordo de colaboração tecnológica e em pesquisa clínica com a Merck Sharp & Dohme (MSD) para o desenvolvimento de vacinas contra a dengue. A instituição de pesquisa paulista e a farmacêutica – que desenvolvem vacina com base em uma mesma formulação elaborada pelos National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos – trocarão informações sobre processos produtivos e ensaios clínicos de suas vacinas experimentais, que estão em diferentes estágios de desenvolvimento.

Pesquisadores identificaram a correlação entre a abundância de proteínas presentes no tecido tumoral e na saliva com a progressão do câncer de boca. A descoberta surge como um parâmetro capaz de antecipar ou prever a progressão da doença – se há a presença ou ausência de metástase em linfonodo cervical, por exemplo –, além de superar as limitações dos exames clínicos e de imagem utilizados na clínica e orientar a escolha do tipo de tratamento ideal para cada paciente. 

Nas sociedades modernas, os ritmos diários – aqueles que fazem levantar, sentir fome ou sono – são determinados por três relógios: o Sol, o relógio interno do ser humano e o social. Esse último surge como uma imposição que, por exemplo, faz acordar horas antes do que se gostaria para ir trabalhar, criando o chamado “jetlag social”. A constatação é de Orie Shafer, cronobiólogo e neurobiólogo da City University of New York (CUNY), que credita a esse descompasso graves problemas emocionais e de saúde em todo o mundo. 

O Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias (MackGraphe) da Universidade Presbiteriana Mackenzie explora materiais novos e surpreendentes que poderão ser utilizados no desenvolvimento, entre outros, de dispositivos fotônicos das próximas gerações para as mais diversas áreas e aplicações. 

pianetaEntender como as estrelas e a galáxia onde se encontra o Sistema Solar se formaram e como vão evoluir é o desafio de um grupo de cientistas brasileiros. Com apoio da FAPESP por meio de um Projeto Temático, o grupo CompStarBrazil investiga questões básicas e fundamentais sobre a existência e o futuro do Universo. O objetivo é tentar encontrar pistas para um dos maiores enigmas da Física da matéria:

Considerada o mal do século pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão já desponta como a terceira maior doença entre adolescentes e é a segunda principal causa de morte de jovens entre 15 e 25 anos no mundo. A fim de prevenir o desenvolvimento desse transtorno mental nessa fase da vida é preciso dotar as crianças de habilidades socioemocionais para que sejam capazes, desde cedo, de lidar melhor com emoções e situações de estresse que possam desencadear a doença no futuro. 

Um novo composto que inibe a replicação do vírus da hepatite C (HCV) em diversos estágios de seu ciclo – e é capaz de agir também em bactérias, fungos e células cancerosas – foi sintetizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O estudo – apoiado pela FAPESP por meio de vários instrumentos de fomento à pesquisa [veja a relação adiante] – foi descrito em artigo publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature. 

Estudo realizado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) mostrou que o fármaco sofosbuvir, utilizado no tratamento da hepatite C crônica, é capaz de eliminar também os vírus da chikungunya e da febre amarela. “Células humanas infectadas pelo vírus da chikungunya foram tratadas com sofosbuvir e o fármaco eliminou o vírus sem danificar as células. A droga se mostrou 11 vezes mais efetiva contra o vírus do que contra as células”, disse uma das autoras do estudo, Rafaela Milan Bonotto.