Ciência e Tecnologia

fapesp-24mar11-2Transformar a luz de cor vermelha em luz azul, de mais alta energia, é comum na física por meio do uso de técnicas ópticas. Porém, não havia um método químico para promover essa conversão. Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC (UFABC), em parceria com cientistas do Instituto de Química Orgânica e Macromolecular da Universidade de Jena, na Alemanha, reuniram as peças do quebra-cabeça e desenvolveram um método que usa energia química para converter a irradiação de luz vermelha em emissão de luz azul.

Sequenciado genomas de 38 tumores da doença incurável que afeta células do sangueCientistas acabam de revelar o retrato mais abrangente da genética do mieloma múltiplo, uma forma de câncer que afeta os plasmócitos, células componentes do sangue. A novidade foi publicada na edição desta quinta-feira (24/3) da revista Nature. A pesquisa envolveu o sequenciamento e análise dos genomas de 38 amostras de câncer e poderá ajudar no desenvolvimento de possíveis terapias para a doença incurável, segundo os autores. A taxa de sobrevivência do mieloma múltiplo após cinco anos é de menos de 40%.

raiosPesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estão começando a observar as descargas atmosféricas (raios) sob diferentes ângulos. Em janeiro, eles capturaram em São José dos Campos (SP), na região do Vale do Paraíba, as primeiras imagens coloridas de raios já registradas no mundo com câmeras com altas resolução e velocidade. As câmeras foram adquiridas com apoio da FAPESP por meio do Projeto Temático "Detecção de sinais de variabilidade relacionados a mudanças climáticas na incidência de descargas atmosféricas no Brasil".

antes e depoisImagens obtidas por meio de satélites têm sido importantes para fornecer um retrato exato da extensão da destruição causada pelo terremoto seguido por tsunami que atingiu o Japão em 11 de março. O International Charter Space and Major Disasters, que distribui dados orbitais para auxiliar países afetados por desastres naturais, foi acionado pelo governo japonês no mesmo dia em que o desastre ocorreu. Como resultado, imagens feitas por diversos satélites estão sendo utilizadas para mapear as áreas afetadas.

Fernando Cezar JuliattiAs novas linhagens são o resultado de quase meio século de pesquisa, em instituições como Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG, com a colaboração do Pesquisador Antônio Alves Pereira. As sementes dos materiais avançados chegaram à Universidade Federal de Uberlândia (UFU) há 13 anos, e a partir daí o trabalho de pesquisa foi intensificado por pesquisadores da Instituição que, só agora, começam, literalmente, a “colher os frutos”.

aedes aegyptiO Brasil, 50 anos atrás, conseguiu eliminar o mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Entretanto, as novas gerações do mosquito são resistentes a muitos inseticidas. O estado do Amazonas, quando se fala da proliferação do mosquito da dengue no país, é um dos mais alarmantes porque a situação piora no período chuvoso e os inseticidas são produzidos seguindo a mesma fórmula utilizada desde 1998, quando foi registrada a primeira epidemia em Manaus.

Polêmica desde sua descoberta, a radiação, particularmente na figura da usina nuclear, divide opiniões ao redor do mundo. Com sua grande capacidade de liberar energia, é defendida pela classe científica em sua maioria. Mas como tudo tem um preço, a radiação, altamente danosa ao nosso organismo, é duramente criticada e vista como um risco desnecessário. Para falar mais sobre este polêmico assunto, seus prós e contras, o Olhar Vital, entrevistou Antônio Carlos Marques Alvim, especialista na área de análise de segurança nuclear e professor do departamento de Energia Nuclear do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ).

Oxalaia quilombensisEm meados do ano 2000, o pesquisador Alexandre Kellner viajou com uma pequena trupe de cientistas do Museu Nacional da UFRJ para o litoral do Maranhão. A área da ilha do Cajual já era um importante sítio arqueológico, mas eles não esperavam descobrir o que já é chamado de tiranossauro brasileiro: o Oxalaia quilombensis, que media de 12 a 14 metros e pesava algumas toneladas, é o mais novo gigante carnívoro do rol de espécies do período Cretáceo.

rotorUma equipe de pesquisadores do Núcleo de Energias Renováveis da Escola Politécnica (Poli) da USP está desenvolvendo um rotor aerodinâmico integralmente nacional para turbinas eólicas de 10 quilowatts. O equipamento é ideal para gerar energia elétrica em áreas isoladas, que não dispõem de rede de transmissão. Liderado pela professora Eliane Aparecida Faria Amaral Fadigas, do Departamento de Energia e Automação Elétricas da Poli, o projeto está sendo realizado em parceria com a empresa Enersud, única fabricante de turbinas eólicas de pequeno porte do Brasil.

Um mecanismo molecular que ajuda o espermatozoide humano a detectar e chegar até os óvulos está descrito em dois artigos publicados nesta quinta-feira (17/3) no site da revista Nature. De acordo com a publicação científica, as pesquisas destacam o papel de um inusitado canal de íons e poderá ajudar no desenvolvimento de novas classes de anticoncepcionais não hormonais. Os estudos independentes foram conduzidos pelo grupo de Yuriy Kirichok, na Universidade da Califórnia em San Francisco, Estados Unidos, e por Benjamin Kaupp, do Center of Advanced European Studies and Research, e colegas.

A Petrobras e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) inauguram nesta sexta-feira, 18 de março, os Laboratórios de Pesquisa em Gás Natural, construídos no campus Universitário Trindade da UFSC, em Florianópolis. Com uma área de 806m², os laboratórios fazem parte da Rede Temática de Gás Natural e receberam um investimento de R$1,5 milhão. Entre as atividades dos novos laboratórios, destaca-se o desenvolvimento de equipamentos de transferência de calor que proporcionarão maior eficiência energética.

neanderthal-fuocoA capacidade de usar fogo promoveu uma mudança sem precedentes na vida dos humanos, mas chegou muito depois do que se estimava, segundo um novo estudo que será publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Estudos anteriores indicaram que os hominídeos começaram a cozinhar há pelo menos 2 milhões de anos, o que resultou em uma dieta mais saudável, melhores oportunidades para interagir socialmente e, ultimamente, na evolução de maiores cérebros.

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