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Notícias do Campus
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UnBA experiência acumulada ao longo de 16 anos de aplicação de concursos e de vestibulares foi um dos fatores determinantes para que o Ministério da Educação convidasse o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) da UnB para assumir a aplicação da nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio. Há três anos o centro participava da elaboração do Enem. Mas a excelência do órgão é reconhecida em diferentes processos. Só no ano passado, o centro realizou 90 concursos e, este ano, outros 79 já foram feitos.
Em 2008, 2,5 milhões de candidatos participaram de avaliações organizadas pelo órgão. “O Cespe tem feito grandes mudanças em sua estrutura, seguindo orientações dos órgãos de controle. A qualidade do corpo técnico e a capacidade tecnológica do Cespe sempre foram reconhecidas”, reforça o professor Joaquim José Soares Neto, diretor-geral do Cespe.
 
O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, anunciou o cancelamento do contrato com o consórcio vencedor da licitação para execução do Enem na noite desta segunda-feira, 5 de outubro. A decisão foi tomada em acordo com o Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel), que está sendo investigada por causa da denúncia de fraude. Na quinta-feira passada, 1º de outubro, o jornal O Estado de São Paulo divulgou denúncia de que dois rapazes tentaram vender a prova a uma repórter por R$ 500 mil. A Polícia Federal está investigando o caso.
 
Com a quebra do contrato, o ministro da Educação, Fernando Haddad, solicitou ao Cespe e à Cesgranrio, que já haviam aplicado provas do Enem em anos anteriores, que assumissem as tarefas de aplicação, correção e divulgação dos resultados do Enem. As questões já foram elaboradas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a impressão ficará a cargo do MEC. A distribuição das provas será feita pelos Correios. “Aceitamos o convite do Ministério da Educação por considerar extremamente importante participar desse esforço nacional e contribuir com o sucesso do Enem”, afirma Joaquim José Soares Neto, diretor-geral do Cespe/UnB.
 
LICITAÇÃO - O Cespe havia decidido não participar da primeira licitação para elaboração e aplicação do Enem. Segundo Neto, as licitações já feitas pelo centro para a aquisição de materiais (como papel e tinta de impressão, por exemplo) em 2009 não seriam suficientes para participar de um processo tão grandioso como o Enem. “O Enem cresceu em dias de aplicação. Antes ele era feito em um dia. Agora, são dois. Isso significa o dobro de provas. Não estávamos preparados. Agora, estamos assumindo tarefas específicas”, ressalta.
 
Segundo Neto, o tempo que resta até a aplicação do Enem – exatos dois meses – será suficiente para garantir o sucesso do exame. Como as questões já estão prontas e o MEC se encarregará da impressão e distribuição do material, o Cespe e a Cesgranrio conseguirão contratar pessoal para atuar nos dias de avaliação e correção das provas. No último Enem, 4 milhões de estudantes se inscreveram para participar. O Cespe contratou 140 mil pessoas para trabalhar no dia de aplicação da prova.
 
Segundo o ministro Fernando Haddad, a licitação não é o processo mais adequado para a escolha da empresa que aplica o Enem. “Chegamos ao entendimento que é preciso contratar instituições de excelência, com experiência na aplicação de provas”, ressalta. Para ele, a licitação não garante que a empresa vencedora terá condições de cumprir todas as garantias do contrato, que envolvem a segurança do processo. Por isso, o MEC decidiu procurar o Tribunal de Contas da União para buscar formas de resolver esse problema nos próximos exames. O contrato com o Cespe e a Cesgranrio foi feito em caráter emergencial.
 
UnB Agência