Com investimentos da ordem de R$ 5,5 milhões feitos pela Petrobras, o Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, inaugurou na tarde desta sexta-feira (17) o Laboratório de Petroleômica – uma parceria com a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Além das obras de infraestrutura, o Laboratório adquiriu um espectrômetro de massas de última geração, capaz de caracterizar mais de 40 mil compostos de uma amostra de petróleo em apenas seis minutos. Segundo o coordenador do Laboratório Thomson, professor Marcos Nogueira Eberlin [VÍDEO], todas as respostas que a Petrobras procura em relação às características do petróleo estão nesses dados e esse é um desenvolvimento extraordinário. “A gente espera que essa contribuição acelere bastante os procedimentos analíticos e os procedimentos de desenvolvimento de processos e exploração da Petrobras”, assegurou Eberlin.
Antigamente, prosseguiu Eberlin, a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias era feito basicamente com recursos públicos e as empresas nacionais não tinham tradição de procurar na academia brasileira as suas respostas. “Isso está mudando numa velocidade muito rápida. Temos um laboratório que desenvolve tecnologia de ponta e essa tecnologia está disponível e pronta para ser usada. A parceria tem alcançado um sucesso extraordinário. Implantamos a tecnologia mais avançada atualmente para análise de petróleo”, garantiu o coordenador. Sobre o equipamento, Eberlin disse que foi adquirido o que há de melhor no mercado para esse tipo de análise. “Havia algumas opções e escolhemos a melhor. A velocidade e a qualidade dos dados têm compensado muito o investimento realizado”, afirmou.
Para Edison José Milani [VÍDEO], do Centro de Pesquisas (Cenpes) da Petrobras, a parceria faz parte de um amplo processo instalado na empresa desde 2006, que é buscar parceria com as universidades para auxiliar no atendimento das várias demandas. “Especificamente nesse caso é o desenvolvimento tecnológico, na nossa visão, da área de geoquímica”, disse. A geoquímica é uma das disciplinas que apóia fortemente o processo de exploração e produção de petróleo conduzido pela Petrobras. Com o passar do tempo, segundo Milani, as demandas têm crescido numa maneira tal que os laboratórios do Cenpes já não tem condições de atendimento. “Então, é natural que a gente vá à comunidade acadêmica e busque formalizar parcerias onde comparecemos com recursos financeiros e infraestrutura e colocamos os nossos desafios na forma de projetos de pesquisa. Então, é nessa linha que está sendo a nossa participação nesse convênio”, explicou.
Os desafios que chegam para o Cenpes, de acordo com Milani, são fortemente dirigidos para problemas bem particulares das áreas de negócios – exploração, produção e refino – e na universidade a Petrobras espera dar um salto tecnológico. “O perfil da universidade passa pela criatividade e o desafio. No Cenpes temos demandas mais objetivas e focadas, e na instituição acadêmica a gente busca o novo, a inovação”, concluiu.
Comunicação Social Unicamp



