Imprimir
Notícias do Campus
Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

JustiçaAlunos do curso de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) realizaram uma pesquisa inédita sobre a transparência dos tribunais de segunda instância do Brasil. Foram analisados 56 tribunais, sendo 27 tribunais de , cinco tribunais regionais federais e 24 tribunais regionais do trabalho. A pesquisa, revisada pelo Instituto Brasileiro de Administração do Sistema Judiciário (Ibrajus), revelou quais os tribunais que possuem maior transparência e visibilidade junto ao cidadão e em quais elas são inexistentes. 

A pesquisa foi feita em três blocos: Justiça Estadual, Federal e do Trabalho. Os melhores colocados em cada foram o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o Tribunal Regional Federal do Rio Grande do Sul e o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná.

 

A pesquisa foi feita por meio de consultas aos sites de cada tribunal. Foram formulados 18 requisitos para os TJs e TRFs  e 16 para os TRTs. “Entre os resultados da pesquisa está que a maioria dos tribunais dá destaque às Ouvidorias (43 sim e 13 não), porém, sete TJs não possuem link para Corregedoria, o que representa um atraso, pois dificulta aos interessados qualquer tipo de reclamação”, afirma o professor do curso de Direito da PUCPR e coordenador da pesquisa, Vladimir Freitas.

Ele cita que de todos os TJs e TRFs, apenas dois (TJRS e TJRJ) possuem dados sobre ações penais originárias. “Nos demais, tudo é mistério”, diz. De todos os Tribunais examinados, somente três têm previsão para sustentação oral por vídeo-conferência, facilitando o acesso à Justiça.  

Outra conclusão foi a de que 53 tribunais publicam seus acórdãos nos sites enquanto três não os divulgam na internet. Quanto às sentenças de primeira instância, 37 as colocam na internet e 19 não. “Alguns publicam estatísticas dos Desembargadores e até mesmo dos Juízes de primeiro grau. Esta boa iniciativa permite o controle da produtividade dos juízes”, acredita Freitas.

Para o professor da PUCPR, a transparência e a informação, além de direito do cidadão, dão ao Judiciário maior respeito e credibilidade. “Aos Tribunais, cabe ofertá-las e à sociedade organizada - leia-se ONGs, quando omissos, cobrá-las”. 


Assessoria de Comunicação da APC