Imprimir
Outros Eventos
Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn
Cartaz ArabesComo disse Seu Nacib, personagem de Gabriela, cravo e canela: “Brasileiro – batia com a mão enorme no peito cabeludo – filho de sírios, graças a Deus”. Dos números decimais aos instrumentos que descendem do alaúde, esta influência é analisada na religião, arquitetura e economia pelo dossiê Árabes no Brasil, da Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN), nas bancas.
E, através do projeto Biblioteca Fazendo História, a RHBN promove o debate Árabes no Brasil, no dia 28, terça-feira, às 16 horas, no Auditório Machado de Assis da Fundaçāo Biblioteca Nacional.

A influência da cultura árabe chegou primeiro ao Brasil com os colonizadores portugueses, que por oito séculos foram dominados pelos mouros, impregnando costumes e a até a língua na Península Ibérica. O professor de História da PUC-Rio, Maurício Parada, irá contextualizar a chegada dos imigrantes árabes ao país, sobretudo nos anos 30 e 40. Além disso, abordará os problemas ligados ao mundo árabe na época e os atuais, como a questão da Palestina - a rixa entre judeus e palestinos pelo direito a um Estado Nação.

O território mais disputado é a “Cidade Velha”, dentro de Jerusalém Oriental, pois contém locais sagrados de três religiões: o Muro das Lamentações, reverenciado pelos judeus como o único remanescente do grandioso Templo de Jerusalém; a Mesquita da Rocha, erguida sobre um rochedo de onde, segundo a tradição islâmica, a alma de Maomé ascendeu ao Paraíso; e a Igreja do Santo Sepulcro, construída sobre o lugar onde Cristo teria sido sepultado e, de acordo com a crença cristã, ressuscitou no terceiro dia.

Coordenador do Núcleo de Estudos sobre o Oriente Médio (Neom) na UFF, Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto, contribuiu no dossiê com o artigo Toda Forma de Fé, no qual esclarece questões como as consequências para a espiritualidade dos brasileiros na convivência com a diversidade religiosa dos imigrantes árabes que desembarcaram no país, principalmente no fim do século XIX e nas primeiras décadas do século XX. Este mesmo tema será abordado pelo palestrante. 

O erro comum ao se considerar que todo árabe é muçulmano é facilmente desfeito por Paulo Gabriel em seu artigo, que traz dados da imigração entre 1908 e 1941, os quais revelam que 65% dos sírios-libaneses que chegaram pelo Porto dos Santos eram maronitas, melquitas e católicos romanos, 20% eram cristãos ortodoxos e 15% muçulmanos. Havia ainda os imigrantes judeus de fala e cultura árabe. O resultado desse contato com a pluralidade é sentido ainda hoje, com o crescimento do número de brasileiros não árabes convertidos ao Islã, o uso do português nos sermões e a crescente oferta de cursos de idiomas árabes.

O debate - No evento, com mediação do pesquisador da equipe da RHBN, Marcello Scarrone, serão distribuídos certificados de participação que poderão ser utilizados pelos alunos como horas de atividades complementares em suas universidades. Além disso, serão sorteadas duas assinaturas da RHBN, com a duração de um ano. Os debates realizados pela RHBN têm atraído estudantes de importantes instituições de ensino público e privado do Estado do Rio de Janeiro, bem como profissionais de áreas afins. 

A revista – Desde o seu lançamento em 2005, a Revista de História da Biblioteca Nacional oferece informação qualificada em artigos e matérias produzidos pelos mais importantes historiadores brasileiros. A publicação conta com a chancela e o rico acervo iconográfico da Biblioteca Nacional. Sua linguagem e apresentação agradável conquistaram um público abrangente independentemente de formação educacional ou área de atuação profissional. Única em seu segmento editorial especializada em História do Brasil, a RHBN é distribuída mensalmente nas bancas de todo o país e pode ser assinada. O conteúdo integral de todas as edições da revista também pode ser acessado no endereço http://www.revistadehistoria.com.br.

Serviço
Projeto Biblioteca Fazendo História
Data: 28 de julho/ terça-feira
Horário: 16 horas
Local: Auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional - Rua México s/nº, Centro, Rio de Janeiro
Entrada gratuita