A professora da Faculdade de Letras Helenita Franco, que intermediou o contato da Universidade com a psicóloga Carmen, filha de Maria Dinorah, lembra que a autora gostava de escrever para a família e homenagear os parentes em aniversários com poesias.
Entre as raridades do acervo estão esboços e notas manuscritos em cadernos. Helenita diz que o material veio muito organizado pela própria Maria Dinorah, com recortes de jornais colados em pastas mantendo a ordem cronológica, por exemplo. Há ainda a fortuna crítica da escritora (com comentários, fotos e artigos resultantes de suas obras).
A professora cita que vários textos de Maria Dinorah ¿ com mais de cem livros ¿ viraram peças de teatro. Ela também participava muito de feiras de livros escolares. Esse trabalho recebeu homenagem em 2008, com a renomeação da Biblioteca Ecológica Infantil do Parque Moinhos de Vento, na Capital, que agora se chama Maria Dinorah. Além da possibilidade de pesquisas na área de Letras, o acervo poderá suscitar estudos de Educação e relacionados à leitura infantil, destaca Helenita.
Breve bibliografia
Nascida em Porto Alegre, a professora e jornalista Maria Dinorah publicou obras por 22 editoras nacionais. O primeiro livro de poesias, "Alvorecer", é de 1944. Estudou Letras na Faculdade Porto-Alegrense e fez mestrado na UFRGS. O livro "Macaco preguiçoso" ganhou o Prêmio Melhores de 1975 da Associação Paulista dos Críticos de Arte/SP. "A fábrica de gaiolas", "Solidão e mel" e "Uma a uma" renderam o Prêmio Guararapes, da União Brasileira de Escritores/SP, em 1982. Dez anos depois, "Geometria de sombras" ganhou as distinções Jabuti e Jorge de Lima. Na literatura infantil, publicou "A mudança da Dona Aranha", "Boi Boá", "Dedé", "Meu gatinho", "A cesta de gatos" e "A lagoa encantada", entre muitas obras. Morreu em 2007, aos 82 anos.
Fonte: www.mariadinorah.com.br
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