Aumentar em três vezes, no período de dois anos, o número de alunos em mobilidade estudantil, aproximando mais a Unicamp e as universidades francesas. Esta é uma das metas da Universidade, reforçada pelo reitor Fernando Costa perante autoridades da diplomacia francesa que visitaram a instituição nesta quarta-feira (7). A reunião, numa das salas da Reitoria, contou com as presenças do cônsul-geral da França em São Paulo, Jean-Marc Gravier; do adido de cooperação científica, tecnológica e universitária, Christophe de Beauvais; do chefe da Missão Econômica de São Paulo, Dominique Mauppin, e do cônsul honorário de Campinas, José Luiz Guazzelli.
Além de discutirem os mecanismos para ampliar ainda mais a mobilidade estudantil historicamente firmada, na pauta do encontro ainda foram enfatizados os relacionamentos através da diplomação, as relações internacionais franco-brasileiras e a divulgação da programação do Ano da França no Brasil.
Da parte da Unicamp, participaram da conversa os professores executores de acordos de cooperação com a França, Eduardo Guimarães, assessor especial do Gabinete do Reitor; José Roberto de França Arruda, da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM); José Pissolato Filho, Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec); e Charlotte Marie Galves, do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Acompanharam ainda a visita de um dia do grupo francês o coordenador de Relações Institucionais e Internacionais (Cori); Luís Cortez, e o assessor do órgão, Alberto Luiz Serpa. Prevaleceu durante o encontro a ideia de estudar possíveis cooperações entre as partes e avaliar os pontos de interesse comum.
De acordo com o reitor Fernando Costa, a Unicamp já planeja estratégias para atrair um número mais significativo de estudantes franceses para a instituição, uma das demandas já avaliadas juntamente com o coordenador de relações internacionais da Universidade. O reitor considera ainda positivo estabelecer uma relação com universidades francesas específicas que, dentre outros acordos, possa trazer à Unicamp grupos de professores que venham, por exemplo, ajudar na instalação de um novo campo de trabalho.
Gravier acrescentou que à França interessa buscar oportunidades institucionais duradouras. Christophe comentou que o interesse também se estende à permanência de docentes das universidades francesas no Brasil por período superior a seis meses, como a experiência de professores convidados.
Cortez destacou que as colaborações com a França deram um grande salto nos últimos anos e com a concretização do sonho do duplo diploma. “A França é o país com o qual a Unicamp mantém maior mobilidade estudantil”, afirmou, mesmo reconhecendo as dificuldades para atrair os estudantes daquele país. “As universidades públicas de São Paulo realizam 50% da pesquisa do país e já possuem um ritmo intenso de trabalho. Para que a nossa produção brasileira aumente, esperamos que outras universidades se dediquem a fazer o mesmo.”
Comunicação Social Unicamp



