Universidade de Brasília - Brasil e África do Sul têm muito em comum e podem firmar parcerias estratégicas. A avaliação foi feita pelo professor Adam Habib, da Universidade de Johannesburgo. O docente chefiou uma delegação que esteve na Universidade de Brasília na manhã desta quarta-feira, 1º de julho, para conhecer a instituição e começar a negociar parcerias em pesquisas. “Tem havido colaboração política e comercial entre Brasil e África do Sul, mas ainda não há colaboração suficiente entre nossas universidades.
E não se pode construir uma parceria diplomática, governamental ou comercial sem haver uma parceria acadêmica”, analisou Habib.
Para ele, as semelhanças entre os dois países podem fazer com que se tornem parceiros também no âmbito acadêmico. “Somos muito similares. Temos estruturas sociais, desafios e aspirações parecidas. Tudo indica que poderemos nos beneficiar mutuamente de uma cooperação entre nossas universidades – e é por isso que estamos aqui”, afirmou.
O grupo de dez professores sul-africanos foi recebido pelo reitor José Geraldo de Sousa Junior, que disse esperar o estabelecimento de uma agenda que culmine rapidamente em um acordo de cooperação entre as duas instituições. “Gostaria de caracterizar minha gestão com o fortalecimento do intercâmbio entre a UnB e universidades da América Latina e da África. E a presença de uma delegação da África do Sul hoje aqui é uma oportunidade imperdível para esse objetivo”, disse o reitor.
De acordo com a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais (INT), Ana Flávia Barros, as áreas que devem ser beneficiadas com a oficialização de um acordo de cooperação entre a UnB e a Universidade de Johannesburgo são: Energia e Desenvolvimento Sustentável; Geografia; Gestão Ambiental; Física; Engenharia Elétrica e Civil; Recursos Hídricos; Química; Zoologia; Geometalurgia Econômica; Telecomunicações; e Sociologia. “Este é um interesse que a África do Sul tem e que a UnB pode responder, porque temos professores preparados e interessados em todas essas áreas”, diz Ana Flávia.
O acordo de cooperação, segundo a chefe da INT, tem como objetivo permitir trocas de experiências e de resultados de pesquisas desenvolvidas por professores, alunos e técnicos de ambas as universidades. “Além de promover intercâmbio, o que mais interessa à UnB é uma parceria que possibilite a realização de pesquisas conjuntas para melhorar o nível da pós-graduação. Assim, o ideal é termos alunos do mestrado e do doutorado participando de grupos de pesquisa na África do Sul e, idealmente, escrevendo em publicações estrangeiras”, explicou Ana Flávia.
FÓRUM - A intenção brasileira de estreitar laços com o país africano foi formalizada em 2003, com a instituição do Fórum IBSA (Índia-Brasil-África do Sul). Um dos objetivos do grupo é facilitar a troca de experiências entre os países para promover a inclusão social e a implementação de políticas públicas de combate à fome e à desigualdade.
A UnB está representada no Fórum por meio do professor Alcides da Costa Vaz, do Instituto de Relações Internacionais. O docente coordena, desde 2007, uma cátedra na universidade voltada para a promoção de pesquisas que envolvam os três países. “Temos participado de todas as discussões – seminários, debates e encontros – que ocorrem no âmbito do IBSA”, conta.
Para ele, a parceria com a Universidade de Johannesburgo é bem vinda, mas lembra que a cátedra já vem permitindo que pesquisadores brasileiros, não só da UnB, realizem pesquisas na África do Sul.
UnB Agência



