Está formada a primeira engenheira nuclear do Brasil, Juliana Pacheco Duarte. A cerimônia da diplomação ocorreu nos últimos dias 14 e 15 de maio, onde mais 200 alunos de 13 cursos diferentes da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) receberam seus diplomas de colação de grau. O evento ocorreu no salão Reyes de España, localizado na Casa de España, no Humaitá.
Regina Reis da Costa Alves tece dupla diplomação, em Engenharia de Produção e Matemática Aplicada, além de um terceiro diploma por uma faculdade francesa. Além disso, os alunos de maiores CRAs (Coeficiente de Rendimento Acumulado), Marcos Mordehachvili, no primeiro dia, e Kleber Marques Lisboa, no segundo dia, foram os primeiros a receberem seus diplomas, demonstrando a importância que o CR tem e de como a Escola Politécnica o valoriza.

                No dia 14, a mesa foi formada pelo Diretor da Escola Politécnica, Ericksson Rocha e Almendra, pelo professor Edson H. Watanabe, do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ, por Osvaldo Galvão Caldas da Cunha, Diretor Adjunto de Tecnologia da Informação da Escola de Química/UFRJ e pelo patrono da turma, o professor Mauros Campelo Queiroz, do Departamento de Engenharia Eletrônica e de Computação, além dos professores homenageados e paraninfos.

                O Diretor Ericksson discursou sobre a diminuição da taxa de desistência dos alunos de engenharia, que já alcançou os 60% nos 2 (dois) primeiros anos. Além disso, se disse satisfeito com outro dado: 20% dos formandos do período 2012.2 ganharam experiência internacional no tempo em que estudaram na Escola Politécnica da UFRJ.

                - Nos próximos anos esse número chegará à 40%. O momento é favorável e a facilidade atual de se conseguir bons empregos na área de engenharia contribui. Parabéns a todos os novos excelentes profissionais- -, ressaltou Ericksson Almendra.

                O Professor Watanabe citou os 50 anos da Coppe e conselhos os formandos a ser sempre eticamente e tecnicamente o mais correto possível. Por fim, destacou: "Tenham fé, acreditem em vocês, que tudo vai dar certo".  O Professor Osvaldo salientou a grande oportunidade de se formar em um momento tão bom do país. Concluiu dizendo que falta inovação no Brasil e que esse é o grande desafio para os futuros engenheiros. O Patrono, Professor Mauros Queiroz, parabenizou os formandos.

                - A Escola Politécnica é fantástica e tenho muito orgulho de ter estudado e me tornado professor nesta renomada instituição de ensino -, frisou. Além disso, salientou as mentes brilhantes dos alunos, que sempre o ensinam algo novo a cada dia. Para Queiroz, ensinar não é só informar, mas sim induzir o aluno a pensar por si só.

                Após os discursos foi a vez de alguns formandos subirem ao palco para entregarem as placas para os professores homenageados. Em seguida, Juliana Pacheco, a primeira estudante formada em Engenharia Nuclear no Brasil, fez um pequeno discurso em nome dos alunos sobre o que é ser um engenheiro formado na UFRJ. Na sequência, além de Juliana, Regina Alves e Marcos Mordehachvili subiram ao palco para o juramento. Em seguida, Marcos recebeu seu diploma.

                A mesa do dia 15 foi composta  pelo professor Severino Fonseca da Silva Neto, Patrono da turma, além do Diretor Ericksson Almendra,  e dos professores homenageados, como também os paraninfos. O destaque foi para Cláudio Basilio, homenageado pela turma de Engenharia Civil. Mais conhecido como Djavan, Cláudio trabalha em uma xerox do Bloco D do Centro de Tecnologia (CT).

                O Diretor Ericksson falou da importância daquele momento na vida de todos; alunos, familiares e professores, orgulhoso de ter formado os melhores engenheiros. Frisou que apesar de alguns problemas, a Escola Politécnica da UFRJ aos pouco vem os resolvendo um por um. Por fim, deixou um recado para os futuros engenheiros terem comprometimento ético e para sempre fazerem o melhor possível, nunca se dando por satisfeitos. O importante, segundo o diretor, não é fazer o que já se faz, e sim fazer o que ainda não foi feito: "Engenharia não é a profissão do futuro. O engenheiro é que cria o futuro", concluiu Ericksson.

                O patrono Severino proferiu discurso reflexivo e denso sobre ética, educação e o papel do professor, da universidade e do cidadão. Ele citou alguns pensadores, filósofos, sociólogos e educadores, como Jean-Jacques Rousseau, Sigmund Freud, Leo Buscaglia e o deputado Cristovão Buarque. Para Severino, o professor deve compartilhar seus conhecimentos, sem egocentrismo ou autoritarismo, pois a submissão não é a chave para o ensino. Por fim, aconselhou os formandos a seguirem seus sonhos e finalizou usando uma frase de Fernando Sabino: "O significado de felicidade é pensar nos outros". Para ver o discurso na íntegra do professor Severino, clique aqui (colocar link).

                O aluno Luis Felipe Salomão Filho subiu ao palco para entregar a placa de homenageado para o patrono Severino. Em seguida foi a vez  dos demais homenageados e paraninfos. O orador Thiago, de Engenharia Mecânica, fez um breve discurso, onde citou as transformações na cidade universitária ao longo dos anos em que estudou, que hoje é um grande polo de desenvolvimento e ainda relembrou a entrada da Escola Politécnica no mundo digital, com o Poli Mail.
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