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Universidade do Sul de Santa CatarinaCom o passar dos anos, as mudanças climáticas vem crescendo em Santa Catarina. Um dos motivos seria o crescimento demográfico de 7%, ou seja, áreas que eram desabitadas e lugares de alto risco estão sendo ocupadas pela população. Isso faz com que haja alterações no clima, que abrange temperatura, vento, calor e pressão do ar. Pensando nisso, a Unisul montou um Núcleo de Pesquisa em Desastres Naturais.
O grupo nasceu em um seminário em março deste ano sobre a enchente que ocorreu em Tubarão em 1974. A partir de vários assuntos discutidos, surgiu a ideia do Núcleo. Participaram do seminário a Prefeitura de Tubarão, a Câmara de Vereadores e Professores da Universidade.

O grande foco do núcleo é a Bacia do Rio Tubarão, que passa por 20 municípios. A ideia é auxiliar o plano de retorno municipal das áreas de risco. Previsto para o próximo ano, o grupo montará o SIG – Sistema de Informação Geográfico, aonde abordará dados para a Defesa Civil e comunidade em geral.

“A ideia é democratizar os conhecimentos, passando dados contínuos e automáticos. A prevenção para fenomênos da natureza e áreas que poderão ser atingidas, poderá evitar percas sociais e humanas. Será uma ajuda para o nosso município”, afirma o Mestrando e professor da Unisul, Ismael Medeiros.

Além de Ismael, fazem parte do núcleo, o Mestrando em Geociência e Eng. Químico Rafael Marques, o Dr em Geotecnia Rafael Higashi, Dr em Geoprocessamento Gabriel Oscar Cremona, o Eng. Agronomo e Mestre em Agrometerologia José Gabriel da Silva, a Eng. Civil Glene Sueli Ribes Fagundes e a Dra em Química Cléia Frasson.

“Os fenômenos não vão mudar, nós não temos o poder de impedi-los. Mas podemos diminuir os impactos causados pelos desastres naturais. Esses mecanismos irão servir para que os orgãos possam tomar decisões antes do previsto. Estes, como todos, irão ter conhecimento dos dados. Primeiramente vamos fazer um trabalho em Tubarão, mas nosso objetivo é expandir na Região”, afirma o Engenheiro Químico Rafael Marques.

Um resultado do seminário pode ser visto pelo site <www.plantaragronomia.eng.br>, com dados atualizados da temperatua do ar, velocidade do vento, nível do Rio Tubarão, entre outros. “Vale ressaltar que no site nós não fazemos previsões, apenas monitoramos dados e disponibilizamos. Isso será um trabalho feito pelo SIG”, conta Rafael.
 
Assessoria de Imprensa
Universidade do Sul de Santa Catarina