Realizada no auditório da Reitoria, a palestra marcou o lançamento do livro Jornal Nacional - Modo de Fazer, escrito pelo próprio jornalista, que conta detalhes do processo diário de elaboração do telejornal de maior audiência no país.
O jornalista iniciou sua apresentação abordando as diferenças entre o jornal impresso e o telejornal, deixando claro que cada um cumpre um papel diferente e igualmente relevante na mídia. Bonner ressaltou também o compromisso do Jornal Nacional de levar informação qualificada com objetividade ao telespectador: "O JN tem por objetivo mostrar aquilo que de mais importante aconteceu no Brasil e no mundo naquele dia com isenção, pluralidade, clareza e correção", lembrou o jornalista.
O que vira notícia
Os critérios de noticiabilidade do JN foram o assunto principal da conferência. Bonner ofereceu uma explicação detalhada e exemplos de cada um deles: abrangência, gravidade das implicações, caráter histórico, peso do contexto, importância do todo, complexidade e tempo. Ele relatou situações em que um acontecimento se transforma ou não em notícia, e como é definida sua relevância no contexto daquela edição do telejornal. "Nós adequamos o JN às exigências de tempo e detalhamento de cada fato", afirmou Bonner.
Após 50 minutos de palestra, Bonner respondeu às perguntas da plateia e mostrou otimismo ao falar do futuro da imprensa nacional: "A imprensa brasileira tem qualidade e a tendência é que ela melhore ainda mais nos próximos anos".
Para o aluno do 8º período de Comunicação Social da UFMG Gabriel Faria, o evento foi interessante por proporcionar o contato mais próximo com um bem-sucedido profissional da área. "É muito importante compreender como esses profissionais concebem a produção da notícia", afirmou. Antes de terminar, Bonner ainda deixou uma dica aos seus futuros colegas de profissão: "É fundamental para um bom jornalista, além de gostar da profissão, ter domínio da língua portuguesa e saber muito de história".
Trajetória
William Bonner nasceu em 1963 em São Paulo. Formou-se em comunicação social pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Iniciou sua carreira na Rádio USP FM. Em 1986, entrou para a TV Globo, em São Paulo, como apresentador e editor. Integrou as equipes do Globo Rural, Fantástico, Jornal Hoje e Jornal da Globo. Em 1996, tornou-se apresentador e editor do Jornal Nacional. Três anos depois, passou a acumular a apresentação do JN com a função de editor-chefe.
Assessoria de Imprensa da UFMG



