Universidade Federal do Maranhão - As descobertas científicas têm surgido em uma velocidade nunca vista antes, da mesma forma que as pessoas têm se interessado por esse tipo de informação na tentativa de solucionar seus problemas. Nesse cenário surge o jornalismo científico, levando para a sociedade o conhecimento buscado. Será que a imprensa brasileira consegue cumprir esse papel tão importante? Nossos jornalistas estão comprometidos com o processo de democratização do conhecimento? Questões como essas serão debatidas na 9º Edição do Colóquio Fapema, que terá como palestrante o primeiro doutor em jornalismo científico do Brasil, Wilson da Costa Bueno.
O evento realizado para profissionais da comunicação, estudantes e pesquisadores, acontecerá no dia 6 de março, às 17h, no auditório do Sebrae Jaracaty e o tema tratado por Bueno será Jornalismo e Divulgação da Ciência: a experiência brasileira.
Nos blogs mantidos pelo jornalista há perspectivas animadoras para cobertura jornalística no Brasil. Bueno afirma no Portal do Jornalismo Científico, que vivemos num momento singular, pois cada vez surgem mais especializações na área, favorecendo uma melhor formação profissional. "Esta nova realidade, obrigatoriamente, irá impactar a cobertura de ciência e tecnologia no futuro porque é assim mesmo: primeiro formam-se os profissionais, desperta-se para a temática e, depois, as pautas surgem na mídia naturalmente. Há um movimento positivo no sentido de fortalecer a divulgação científica, com espaços novos e destinados a públicos distintos", analisa.
Entretanto, isso ainda não é regra, pois ciência, tecnologia e inovação ainda ocupam pouco espaço nos meios de comunicação. De acordo com Bueno, em alguns casos, as barreiras são impostas pelos próprios cientistas. “No Brasil, a ciência é basicamente financiada pelo Estado, desta forma, é um dever de todos prestar contas deste investimento. Divulgar ciência é uma obrigação decorrente da perspectiva cidadã, de educação permanente, de inclusão social”, frisa o jornalista cientifico.
Os investimentos na formação de profissionais em conjunto com as ações do Governo Federal e de instituições como a Fapesp, Faperi e Fapemig têm contribuído para o desenvolvimento de iniciativas de divulgação da ciência. Após conhecer alguns projetos do Núcleo de Divulgação Científica da Fapema, Bueno avaliou que o Maranhão está no caminho certo. "O trabalho da Fapema legitima este momento importante a que estamos assistindo, de amadurecimento do processo de divulgação cientifica em nosso país. As iniciativas por ela empreendidas contribuem decisivamente para o processo de alfabetização científica e para a democratização do conhecimento gerado nos centros produtores de ciência e tecnologia", finaliza.
SOBRE O PALESTRANTE
Wilson da Costa Bueno é formado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo, fez mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação na USP. Professor do Programa de pós-graduação em Comunicação Social da UMESP – Universidade Metodista de São Paulo - onde responde pela linha de pesquisa em Comunicação Empresarial, e do curso de Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP. Ele já orientou mais de 80 dissertações de mestrado e/ou teses de doutorado em Comunicação e participou de cerca de 3 centenas de bancas de pós-graduação. Bueno é editor dos sites Portal do Jornalismo Científico on line (www.jornalismo cientifico.com.br), Comunicação Empresarial on line (http://www.comunicacao empresarial.com.br), Comunicação em Agribusiness e Meio Ambiente (www.agricoma.com.br), Comunicação para a Saúde (http://www.comunica saude.com.br), Comunicação Rural on line, Jornalismo Ambiental: teorias e práticas e Auditoria de Imagem on line. Atualmente, é presidente da Associação Brasileira de Jornalismo, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa, empresa de consultoria na área de Comunicação Empresarial e tem prestado serviços a empresas nacionais e multinacionais.
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