Ciência e Tecnologia

Cientistas japoneses conseguiram gravar dados em uma densidade de 4 trilhões de bits por polegada quadrada, o que representa um novo recorde para o método de armazenamento de dados ferroelétrico, ainda experimental. O resultado é também cerca de oito vezes superior à densidade máxima conseguida pelos mais avançados discos rígidos magnéticos de computador existentes atualmente. O estudo, feito na Universidade Tohoku, será publicado no periódico Applied Physics Letters.

fapesp-17ago10Um grupo de astrônomos descobriu um objeto em uma região da órbita de Netuno considerada uma “zona morta gravitacional”, na qual até hoje nenhum corpo astronômico havia sido observado. A descoberta foi publicada no Science Express, edição on-line da revista Science. O objeto, denominado 2008 LC18, é um asteroide troiano, um tipo de asteroide que divide a órbita de um planeta, posicionando-se à frente ou atrás desse planeta em uma localização estável. O nome deriva da Guerra de Troia, que teria ocorrido entre gregos e troianos por volta de 1.300 a.C.

Um grupo de pesquisa nos Estados Unidos descobriu nova evidência de que a doença de Parkinson pode ter origem infecciosa ou autoimune. A novidade foi publicada neste domingo (15/8) na revista Nature Genetics. O estudo identificou uma relação genética entre o sistema imunológico e a doença progressiva e incurável. Os pesquisadores examinaram mais de 2 mil pacientes com Parkinson em quatro estados norte-americanos e outros 2 mil voluntários sem a doença. Foram avaliados fatores clínicos, genéticos e ambientais que poderiam contribuir para o desenvolvimento e a progressão da doença e de suas complicações. Alguns foram acompanhados por quase 20 anos.

araucariasA pós-doutoranda Lydia Fumiko Yamaguchi, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), foi premiada no 2010 Joint Annual Meeting da American Society of Pharmacognosy e da Phytochemical Society of North America, ocorrido em julho, na Flórida, nos Estados Unidos. O estudo “Biflavonoids biosynthesis in leaves and cell cultures of Araucaria angustifolia” – que envolveu a participação de outros pesquisadores – tenta desvendar os mecanismos bioquímicos e fisiológicos que levam à produção de substâncias conhecidas como biflavonoides na araucária (Araucaria angustifolia), também chamada de pinheiro brasileiro.

StarsO Núcleo de Astronomia da Universidade Federal do Pará (NASTRO) vai realizar, neste sábado, 14, a observação astronômica de planetas, fenômeno conhecido como "Alinhamento dos Planetas". O evento está sendo chamado pelo NASTRO de "Alinhamento de planetas no céu do Pará". A equipe do Núcleo estará no Forte do Castelo, em Belém, a partir das 19h, com telescópios. "Trata-se de uma observação astronômica belíssima e rara," assegura o coordenador do Nastro, professor Franciney Palheta. “É a conjunção dos planetas Marte, Vênus, Mercúrio e Saturno, juntamente com a Lua Crescente," explica o professor.

biodieselO biodiesel produzido pela Socialtec a partir de óleo de frituras está em fase de testes. A empresa, instalada na Incubadora Raiar da PUCRS, iniciou atividades em janeiro deste ano e, em parceria com restaurantes e escolas, reuniu matéria-prima necessária para a transformação do resíduo em combustível, processo realizado na usina piloto instalada no Centro Social Marista (Cesmar), no Bairro Rubem Berta, em Porto Alegre. Os testes irão avaliar potência e consumo, usando como parâmetros os resultados obtidos com diesel, e serão feitos no laboratório de Motores e Componentes Automotivos da PUCRS.

O Einstein@Home, um grande projeto de computação distribuída que conta com voluntários de cerca de 200 países, acaba de descobrir um pulsar raro e isolado com um campo magnético muito pequeno. A descoberta foi publicada nesta sexta-feira (13/8) na edição on-line da revista Science. Pulsares são estrelas de nêutrons muito densas que emitem pulsos de radiação eletromagnética. Denominado PSR J2007+2722, o pulsar emite ondas de rádio de 40,8 hertz e foi identificado a partir de dados obtidos pelo Observatório Arecibo, em Porto Rico.

archeo-34-1A mais antiga evidência do uso de ferramentas de pedra por hominídeos foi descoberta na Etiópia, na forma de dois ossos de ungulados (animais com casco). Também é a mais remota prova de consumo de carne por um ancestral do homem moderno. A descoberta leva o uso de pedras como ferramentas a cerca de 3,4 milhões de anos atrás, ou mais de 800 mil anos antes do mais antigo exemplo de que se tinha notícia até agora. O estudo, publicado na edição desta quinta-feira (12/8) da revista Nature, foi feito por Shannon McPherron, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na Alemanha, e colegas de diversos países.

Períodos de temperaturas mais frias estão relacionados com um aumento no risco de infartos agudos do miocárdio, de acordo com um estudo feito na London School of Hygiene & Tropical Medicine, no Reino Unido. Os pesquisadores verificaram que uma redução em 1º C na temperatura externa em um dia esteve associada com cerca de 200 infartos a mais do que a média anual. A pesquisa, publicada no British Medical Journal, foi feita a partir da análise de dados de 84 mil pacientes admitidos em hospitais com episódios de infarto entre 2003 e 2006. Os dados foram comparados com temperaturas diárias das regiões em que eles moravam. Foram avaliadas 15 áreas na Inglaterra e no País de Gales.

Certas pessoas são capazes de dormir em locais com muito ruído, enquanto outras têm sono leve, despertando por qualquer barulho. Um novo estudo buscou investigar os motivos da diferença. A pesquisa, publicada nesta terça-feira (10/8) na revista Current Biology, descobriu um padrão distinto nos ritmos cerebrais espontâneos naqueles que dormem pesadamente. “Ao medir as ondas cerebrais durante o sono, pudemos aprender muito sobre a capacidade do cérebro de um indivíduo em bloquear os efeitos negativos dos sons. Observamos que, quanto mais fusos do sono o cérebro produz, mais chances a pessoa tem de continuar dormindo, mesmo em ambientes com ruídos”, disse Jeffrey Ellenbogen, da Escola Médica Harvard, nos Estados Unidos.

lhc-cern-2O maior acelerador de partículas do mundo, o Large Hadron Collider (LHC), ou Grande Colisor de Partículas, começou a funcionar nesta quarta-feira, 10 de setembro, na fronteira entre a Suíça e a França. A um custo de 10 bilhões de dólares, a criação da máquina capaz de recriar a explosão que originou o Universo, o Big Bang, foi comparada pelo professor do Instituto de Física (IF) da Universidade de Brasília Paulo Caldas, em termos de impacto, com a descoberta da eletricidade. "Este é um novo degrau para entendermos o Universo. E vai causar um impacto em todas as áreas do conhecimento", afirmou o físico.