Ciência e Tecnologia

Dezenas de jornais e revistas, centenas de canais de televisão, milhares de sites com milhões de páginas na internet e bilhões de chamadas e de mensagens em redes sociais transitando por computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos. Informação demais? Longe disso, por mais incrível que pareça. Segundo artigo publicado nesta sexta-feira (11/2) no site da revista Science, o mundo não está nem perto de um eventual limite, pelo menos do ponto de vista tecnológico, para lidar com dados digitais. Os autores do estudo, Martin Hilbert e Priscila López, da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, calcularam a capacidade mundial para armazenamento, processamento e comunicação de informações a partir da análise de tecnologias analógicas e digitais disponíveis de 1986 a 2007.

webEla chegou sem pompas, banda de música ou discurso. Em um dia incerto de janeiro de 1991, no início do período tradicional de férias da FAPESP, de 20 dias, começaram a entrar em um dos computadores da Fun­dação os primeiros sinais da internet no Brasil. Há 20 anos começava a nascer ali tudo o que se conhece hoje da grande rede mundial de computadores no país. “Para nós a chegada da internet não foi surpresa, estávamos esperando, porque ela estava crescendo nos Estados Unidos e sabíamos que seria mais fácil fazer um computador da marca Digital conversar com outro IBM, por exemplo”, diz Demi Getschko, o então superintendente do Centro de Processamento de Dados da FAPESP e atual diretor presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade que é o braço executivo do Comitê Gestor da Internet (CGI) e coordena os serviços da rede no Brasil.

fapesp-semaforoEm época de verão os semáforos localizados nas principais vias das cidades brasileiras costumam apresentar com maior frequência problemas que, além de causar transtornos aos motoristas, podem ocasionar graves acidentes de trânsito. Com a incidência frontal dos raios solares nos semáforos convencionais, os refletores posicionados atrás do conjunto óptico fazem com que os raios sejam refletidos na direção do motorista. Isso, em conjunto com as lentes coloridas, cria a sensação de falso aceso das cores sinalizadas – o chamado “efeito fantasma”. E em dias de fortes chuvas ou quando há queda de energia, os equipamentos costumam entrar em pane, podendo permanecer desligados por horas.

Trocar o refrigerante por uma versão diet pode ajudar no controle do peso, mas não vai refrescar a saúde cardiovascular. Segundo uma nova pesquisa, quem consome refrigerante com frequência, mesmo que diet, tem risco muito maior de desenvolver problemas cardiovasculares do que aqueles que não ingerem a bebida. O estudo apresentado na quarta-feira (9/2) na International Stroke Conference 2011, em Los Angeles, Estados Unidos, foi feito com 2.564 pessoas com mais de 40 anos, de diferentes etnias, em Nova York, acompanhadas por uma média de 9,3 anos. Os resultados mostraram que aqueles que consumiram refrigerante diet diariamente tiveram risco 61% maior de desenvolver problemas cardiovasculares do que os que não beberam refrigerante com a mesma frequência.

Um infarto do miocárdio pode acarretar ao paciente um dano tão grande que o restabelecimento do fluxo sanguíneo por meio de técnicas convencionais talvez não seja suficiente. Para reparar tal estrago, seria necessário criar novos vasos ou até mesmo substituir o tecido danificado. Esse é o desafio que José Eduardo Krieger, diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração (InCor) e professor titular em Genética e Medicina Molecular do Departamento de Cardiopneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), e sua equipe enfrentarão ao lado de um grupo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

A ansiedade é algo normal e muitas vezes desejável, sendo parte do que ajuda o homem a superar perigos e ameaças, por exemplo. Mas tão importante quanto a ansiedade é o retorno ao estado normal. Quem tem dificuldade de “desligar” o estado pode desenvolver distúrbios de ansiedade, estresse pós-traumático e depressão. Entender como o organismo humano responde a estados de estresse agudo é o que motivou a pesquisa conduzida por Alon Chen e colegas no Departamento de Neurobiologia do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel. Os cientistas dirigiram o estudo para uma família de proteínas que tem papel importante para regular o mecanismo do estresse. Uma dessas moléculas, a CRF, é conhecida por iniciar uma sequência de eventos que ocorrem quando uma pessoa se sente pressionada.

O primeiro satélite brasileiro a entrar em órbita atinge a maioridade nesta quarta-feira (9/2). Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), o Satélite de Coleta de Dados (SCD-1) foi lançado em 1993 pelo foguete norte-americano Pegasus. Em seu 18º aniversário de operação, o SCD-1 totaliza 94.994 voltas ao redor da Terra – o equivalente a oito viagens de ida e volta a Marte ou 3.216 viagens à Lua. Projetado inicialmente para durar apenas um ano, o equipamento de 115 quilos viaja a 27 mil quilômetros por hora e demora cerca de uma hora e quarenta minutos para completar uma volta no planeta.

veris-logoUm estudo realizado por alunas do curso de Ciências Biomédicas da Veris Faculdades, em Campinas, revela que o uso contínuo de contraceptivos orais pode elevar os riscos de doenças do coração, como o infarto do miocárdio. Concluída no final do ano passado, a pesquisa foi feita com 40 mulheres, entre 18 e 49 anos, divididas em dois grupos: um com usuárias da pílula há mais de dois anos e outro com pessoas que já não faziam o uso do anticoncepcional há mais de cinco anos. De acordo com a orientadora do trabalho, professora Dra. Águeda Cleofe Marques Zaratin, mesmo sendo composto por mulheres mais jovens, o grupo das usuárias da pílula apresentou níveis de LDL, o famoso colesterol ruim, mais elevados comparado com o outro grupo.

ProtéinaUma proteína descoberta em 1995, capaz de aniquilar as células tumorais, deixando ilesas as células saudáveis, é considerada um dos mais poderosos recursos naturais do organismo para deter o câncer. No entanto, em certos tipos de câncer há uma inibição da expressão dessa proteína, conhecida como TRAIL (sigla em inglês para ligante indutor de apoptose relacionada ao fator de necrose tumoral), o que permite a evolução do tumor. Uma equipe brasileira de cientistas desvendou um mecanismo molecular que controla a expressão de TRAIL na leucemia mieloide crônica (LMC). O estudo, que mostrou como a “armadilha contra o câncer” é desmontada, abre caminho para a investigação de alternativas terapêuticas para a doença.

joggingO estudo Efeito do treinamento aeróbico sobre a morbidade psicossocial e sintomas em pacientes com asma: um estudo clínico aleatorizado, realizado por Felipe Augusto Rodrigues Mendes, doutorando da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) com Bolsa da FAPESP, recebeu menção honrosa na categoria Trabalho Publicado na edição 2010 do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o Sistema Único de Saúde (SUS). Desde 2002, a iniciativa do Ministério da Saúde distingue trabalhos divididos em cinco categorias: Tese de Doutorado, Dissertação de Mestrado, Trabalho Científico Publicado, Monografia de Especialização ou Residência e Incorporação de Conhecimentos Científicos no SUS. Os temas abordados devem estar focados no desenvolvimento das políticas públicas de saúde no Brasil.

fapesp-110208Salmonelas (gênero Salmonella) são bactérias muito conhecidas por causarem infecção alimentar e problemas como diarreia, gastroenterite e septicemia. Mas a salmonela é comum no trato intestinal e não são todos os subtipos que causam infecção. E a bactéria pode ser muito util, até mesmo para combater infecções, como mostra um grupo da Universidade da California em Berkeley, nos Estados Unidos. Em artigo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas descrevem como usaram a salmonela para transportar até determinadas células enzimas preparadas para combater vírus. Isso de modo seguro e sem causar doença.