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O cientista e físico francês, Yannick Guyot, da Universidade Claude Bernard Lyon 1, está em Dourados até o dia 15/07 desenvolvendo atividades com os pesquisadores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Luis Humberto da Cunha Andrade e Sandro Marcio Lima, na busca por desenvolver um material para a produção de luz branca a partir de um vidro que pode substituir, por exemplo, as lâmpadas fluorescentes.
A busca por novas possibilidades de produção da luz branca é justificada, segundo os professores, pelo fato de a lâmpada fluorescente ser prejudicial para o meio ambiente e para a saúde humana, já que contém metais pesados e não há no Brasil e em vários países um sistema adequado de coleta de lâmpadas, assim como de pilhas e baterias.

Nesse contexto, encontrar um material que produza luz branca, não agrida o meio ambiente e a população, e tenha uma vida útil maior está entre os objetivos do projeto. 

Segundo os professores, até o presente momento, os materiais encontrados como candidatos para este fim são produzidos a partir de cristais. O fato de nessa pesquisa o material luminescente ser um vidro significa certamente uma diminuição no custo de produção, caso o produto chegue um dia às prateleiras. 

A princípio, o Grupo de Espectroscopia Óptica e Fototérmica (GEOF) da UEMS trabalha na publicação dos resultados em periódicos científicos afim de chamar a atenção da comunidade para as promissoras propriedades do material. 

Parceria Brasil e França

É importante destacar que essas pesquisas que unem os dois países, inclusive por meio de intercâmbios de estudos, são financiadas pelo Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (COFECUB) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

As pesquisas acontecem desde 2007, sendo que no ano passado, primeira vez em que Yannick Guyot esteve na UEMS, buscou-se desenvolver um material para a produção de laser, também a partir de um vidro. Este ano, o professor Luis Humberto esteve na França em janeiro, complementando parte dos estudos, já que o país e a Universidade Bernard Lyon 1 têm competência reconhecida mundialmente quanto à caracterização de materiais luminescentes, tanto em conhecimento quanto em tecnologia. Até o final deste ano os Profs. Luis Humberto e Sandro Lima deverão cumprir mais uma missão de pesquisa em Lyon, quando pretendem finalizar os trabalhos com respeito a geração de luz branca e iniciar os novos estudos em outros materiais luminescentes.

O objetivo dos pesquisadores brasileiros é consolidar também parte desse conhecimento no Brasil. Isso vem acontecendo no GEOF que é sediado no Centro Integrado de Análises do Meio Ambiente (CInAM – UEMS). Segundo os professores da área, o GEOF caminha para ser referência em pesquisa científica de alto nível na região Centro-Oeste. Para o pesquisador francês, competência e tecnologia francesas devem ser trazidas para o Brasil, mas eles também têm o que aprender com a gente. “Atualmente o Laboratório de Materiais Luminescentes de Lyon não se dedica a preparar vidros como os desenvolvidos no Brasil para essas pesquisas”, destaca Guyot.

Os membros do GEOF ressaltam que o laboratório e estudos desenvolvidos na parceria com a França já vem se constituindo através da divulgação científica como, por exemplo, a publicação de artigo científico na Revista Phisical Review Letters, uma das mais importantes revistas de física do mundo. Destaca-se também o convite recebido recentemente pelo prof. Dr Luis Humberto da Cunha Andrade para ser um dos palestrantes convidados no 7th International Conference on f-Elements, Universidade de Colônia / Alemanha, que ocorrerá em agosto de 2009.

Cabe lembrar que o projeto envolve ainda três professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM): Antonio Carlos Bento, Antonio Medina Neto e Mauro Luciano Baesso. 

Assessoria de Imprensa - UEMS