A busca por novas possibilidades de produção da luz branca é justificada, segundo os professores, pelo fato de a lâmpada fluorescente ser prejudicial para o meio ambiente e para a saúde humana, já que contém metais pesados e não há no Brasil e em vários países um sistema adequado de coleta de lâmpadas, assim como de pilhas e baterias.
Nesse contexto, encontrar um material que produza luz branca, não agrida o meio ambiente e a população, e tenha uma vida útil maior está entre os objetivos do projeto.
Segundo os professores, até o presente momento, os materiais encontrados como candidatos para este fim são produzidos a partir de cristais. O fato de nessa pesquisa o material luminescente ser um vidro significa certamente uma diminuição no custo de produção, caso o produto chegue um dia às prateleiras.
A princípio, o Grupo de Espectroscopia Óptica e Fototérmica (GEOF) da UEMS trabalha na publicação dos resultados em periódicos científicos afim de chamar a atenção da comunidade para as promissoras propriedades do material.
Parceria Brasil e França
É importante destacar que essas pesquisas que unem os dois países, inclusive por meio de intercâmbios de estudos, são financiadas pelo Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (COFECUB) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
As pesquisas acontecem desde 2007, sendo que no ano passado, primeira vez em que Yannick Guyot esteve na UEMS, buscou-se desenvolver um material para a produção de laser, também a partir de um vidro. Este ano, o professor Luis Humberto esteve na França em janeiro, complementando parte dos estudos, já que o país e a Universidade Bernard Lyon 1 têm competência reconhecida mundialmente quanto à caracterização de materiais luminescentes, tanto em conhecimento quanto em tecnologia. Até o final deste ano os Profs. Luis Humberto e Sandro Lima deverão cumprir mais uma missão de pesquisa em Lyon, quando pretendem finalizar os trabalhos com respeito a geração de luz branca e iniciar os novos estudos em outros materiais luminescentes.
O objetivo dos pesquisadores brasileiros é consolidar também parte desse conhecimento no Brasil. Isso vem acontecendo no GEOF que é sediado no Centro Integrado de Análises do Meio Ambiente (CInAM – UEMS). Segundo os professores da área, o GEOF caminha para ser referência em pesquisa científica de alto nível na região Centro-Oeste. Para o pesquisador francês, competência e tecnologia francesas devem ser trazidas para o Brasil, mas eles também têm o que aprender com a gente. “Atualmente o Laboratório de Materiais Luminescentes de Lyon não se dedica a preparar vidros como os desenvolvidos no Brasil para essas pesquisas”, destaca Guyot.
Os membros do GEOF ressaltam que o laboratório e estudos desenvolvidos na parceria com a França já vem se constituindo através da divulgação científica como, por exemplo, a publicação de artigo científico na Revista Phisical Review Letters, uma das mais importantes revistas de física do mundo. Destaca-se também o convite recebido recentemente pelo prof. Dr Luis Humberto da Cunha Andrade para ser um dos palestrantes convidados no 7th International Conference on f-Elements, Universidade de Colônia / Alemanha, que ocorrerá em agosto de 2009.
Cabe lembrar que o projeto envolve ainda três professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM): Antonio Carlos Bento, Antonio Medina Neto e Mauro Luciano Baesso.
Assessoria de Imprensa - UEMS



